O médico Alencar Farina (PL) foi o nome definido para disputar o cargo de vice-governador de Mato Grosso na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL). A escolha, oficializada na noite desta quinta-feira (6), alterou de última hora a composição da coligação, que caminhava para confirmar o empresário Marcelo Maluf (Novo) na vaga.
A decisão surpreendeu o cenário político, uma vez que, apenas um dia antes, Maluf havia garantido publicamente que sua candidatura a vice estava selada.
A reviravolta na aliança
Após a convenção do partido Novo realizada na quarta-feira (5), Marcelo Maluf chegou a declarar que a composição com o PL e o MDB estava completamente definida.
“Martelo batido, prego batido e ponta virada. A nossa coligação com o PL e o MDB é uma realidade. Discutimos bastante e chegamos ao consenso de que faremos uma chapa vitoriosa”, afirmou o empresário na ocasião.
A vaga de vice na chapa de Wellington Fagundes ficou em aberto durante grande parte do período de convenções porque o grupo aguardava as negociações com o Podemos, legenda presidida em Mato Grosso pelo deputado estadual Max Russi.
- A saída do Podemos: O cenário pareceu se consolidar para Maluf quando o Podemos decidiu apoiar o atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos).
- A troca: Com a ausência de Max Russi na chapa, a indicação de Maluf ganhou força, mas a direção do PL optou por mudar a estratégia na noite de quinta-feira, definindo o nome de Alencar Farina (do próprio PL) para a composição.
O recuo de Maluf e o peso eleitoral
Marcelo Maluf havia iniciado o período pré-eleitoral com a intenção de disputar o Governo de Mato Grosso pelo Novo. Posteriormente, recuou da candidatura ao Executivo para compor o palanque de Wellington como vice.
Com forte atuação empresarial em Cuiabá e sendo festeiro de São Benedito, Maluf era visto por aliados como uma peça-chave para alavancar a chapa na capital, que é o maior colégio eleitoral do estado, equilibrando a força de Wellington, cuja base política concentra-se em Rondonópolis.
Ao justificar a aliança com siglas maiores, Maluf havia admitido as limitações estruturais de seu partido:
“O Novo é um partido em construção e não tem ainda a musculatura que têm o PL e o MDB. Se o Novo realmente tivesse essa musculatura toda, não tenho dúvida de que eu sairia como candidato”, explicou anteriormente.
Com a oficialização de Farina, a chapa de Wellington Fagundes encerra o período de convenções com uma chapa puro-sangue do PL na disputa pelo Governo do Estado.


