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Alckmin parabeniza Dino por agir ‘contra esse escândalo dos supersalários’

O vice-presidente Geraldo Alckmin elogiou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino por agir contra “esse escândalo dos supersalários acima da Constituição brasileira”.

Na quinta-feira, 5, Dino concedeu uma liminar para suspender todas os chamados “penduricalhos” nos três Poderes em nível federal, estadual e municipal. Todos os órgãos dos Executivo, Legislativo e Judiciário deverão, em até 60 dias corridos, reavaliar o fundamento legal de todas as verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas aos membros de Poder e aos seus servidores públicos.

O ministro determinou que os chefes de Poderes devem publicar ato discriminando cada verba remuneratória, indenizatória ou auxílio, o seu valor, o respectivo critério de cálculo e o fundamento legal específico.

“Eu quero fazer um elogio público aqui a um juiz, o ministro Flávio Dino, que através da Constituição está servindo ao povo brasileiro. Esse escândalo dos supersalários, acima da Constituição brasileira, estabelece teto para cada Poder. Então, nós temos que valorizar esses aspectos importantes que o regime democrático, o funcionamento do Supremo nos trazem”, afirmou em entrevista ao programa Visão Crítica da Jovem Pan, que foi ao ar na noite de sexta-feira, 6.

Relação com Lula

O vice-presidente afirmou estar “muito feliz” onde está e disse que a decisão sobre a renovação ou não da chapa presidencial será “mais para frente”. Além da Vice-Presidência, Alckmin acumula o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

“Estou muito feliz trabalhando com o presidente Lula, trabalhando pelo país, suando lá a camisa no Ministério da Indústria, fazendo todas as reformas aí que a gente precisa fazer”, afirmou o vice em entrevista ao programa Visão Crítica da Jovem Pan, exibida na noite de sexta-feira, 6.

Para São Paulo, Alckmin disse que seu campo terá “um bom candidato”, mas não será ele. “Não sou eu. Mas nós vamos ter, num momento adequado, nós vamos ter um bom candidato para poder colocar, para servir a população do Estado”, sustentou.

Alckmin elogiou os ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT), do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), destacando o desejo deste último de disputar o Palácio dos Bandeirantes. “E tem outros nomes, que nem estão na imprensa, mas tem outros nomes. Então, isso vai amadurecer”, completou.

Questionado sobre se o governo Lula merece um novo mandato, ele respondeu: “Política é comparação, é comparação. A democracia melhorou. O Brasil se consolida como uma das grandes democracias do Ocidente. A economia melhorou, você está com um desemprego mais baixo, renda mais alta, massa salarial maior, o meio ambiente melhorou. O desmatamento na Amazônia, que estava brutal, caiu 50%. A COP 30 foi aqui. A saúde melhorou”, resumiu.

E concluiu: “Se a gente tiver um quadro comparativo, nós vamos ver que avançamos. Temos muito mais condições de avançar num outro mandato com mais diálogo e entendimento”.

Estadão Conteudo

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