Cidades

Abrigados em ginásio cobram posicionamento da Prefeitura

Há sete meses, 16 famílias que moravam em uma área irregular nas proximidades do bairro Tijucal foram despejadas e, como medida provisória, a Prefeitura de Cuiabá alojou os moradores no Ginásio Quilombo.  Porém os moradores denunciam descaso e abandono, alegam que foram esquecidos pelo poder público e ninguém apareceu para dar uma resposta ao problema.

O Circuito Mato Grosso esteve no ginásio para saber a realidade das famílias e constatou que as condições de moradia são inadequadas. Muitas pessoas estão vivendo de forma precária, em barracos, no centro do ginásio.

A moradora Barbara Adriele, 25 anos, casada e mãe de quatro filhos, está morando no local. Desempregada e grávida do quinto filho, lava roupa de outras pessoas que moram no bairro para alimentar sua família.  Ela disse que a prefeitura prometeu resolver o caso, mas nada foi feito e ela não tem condições de pagar nem mesmo um aluguel.

“Nós não temos condições de apagar aluguel, o valor é R$ 700, tem que pagar luz e água. Serviço está difícil, eu estou grávida e desempregada e vivendo neste sufoco há sete meses, nessas condições precárias. A prefeitura falou que iria arrumar casa para nós, um terreno, que daria material para construir, mas até agora nada, só conversa”, explicou Barbara.

O esposo Darcilei Gomes Vieira, 32 anos, disse que está desempregado, que tem feito diárias para sustentar a família, mas o valor recebido é muito pouco e não dá sequer para alimentar a esposa e os quatros filhos.

“O valor da diária gira em torno de R$ 60, consigo diária apenas umas três vezes na semana, tem vezes que não consigo fazer nada. Essa semana não consegui nada, estou ajudando minha esposa na lavagem de roupas”, explicou  Darcilei.

A família esta morando uma sala que funcionava como almoxarifado do ginásio. O local é bem apertado, possui uma cama, uma mesa, um fogão e outros pertences.

Sala onde mora Barbara, o esposo Darcilei e os quatros filhos

 

Outro morador que relata as dificuldades de viver ali é o catador de sucata Valderson Pereira Nunes, 44 anos, que mora em outra sala do ginásio com sua esposa e uma filha de 10 anos. Ele conta que foi abandonado pela prefeitura, que apenas aparece para tirar fotos das condições e não resolve o problema.  

“A prefeitura jogou nós aqui, sem assistência nenhuma, eles prometeram levar as famílias para umas casas perto do bairro Osmar Cabral, mas ninguém apareceu. Só vem aqui, tira foto dos barracos e deixa por isso mesmo”, disse Vanderson.

Além disso, o morador disse que não tem outro lugar para morar e que não tem condições de pagar aluguel e espera que a prefeitura resolva o caso deles.

“Eu não tenho lugar para ir, por isso estou aqui neste sofrimento, se a gente for tirado daqui não tenho para onde ir. Queria que alguém tivesse misericórdia, compaixão, porque as famíias aqui necessitam, ninguém quer se aparecer aqui não”, diz Valderson.  

Valderson Pereira Pereira Nunes, 44 anos, catador de sucata e um dos moradores no ginásio. 

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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