O governador Pedro Taques (PSDB) disse ser contra a transferência das obras do novo Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá para administração pela União. A declaração foi uma reposta à defesa do senador Wellington Fagundes (PR), que deu início proposta para que o Ministério da Saúde assuma os serviços. Taques sugeriu que a intenção do senador eleitoreira.
“Quero logo dizer que sou contra a passagem do hospital pronto-socorro de Cuiabá para a União. É uma tese que caiu de paraquedas. Agora que o filho está bonito, todo mundo quer ser o pai. Mas, e o filho hospital Júlio Muller que só fizeram 11%, fizeram o hospital num banhado?”, ironizou em entrevista ao Jornal Meio Dia, nesta sexta-feira (23).
A proposta do senador Fagundes é convencer a União de assumir as obras do novo pronto-socorro no lugar das do Hospital Universitário Júlio Muller. Para isso, o Ministério da Saúde viabilizaria a aplicação de R$ 70 milhões para ampliação do Júlio Muller no canteiro do Pronto Socorro. Segundo ele, a quantia está parada nas contas do governo estadual.
A execução das obras do pronto-socorro começou em agosto do ano passado. O cronograma era que 70% dos trabalhos estivessem concluídos até fim de 2016 e pronto para inauguração em março de 2017. O hospital está sendo construído em um terreno de 20 hectares no bairro Ribeirão do Lipa e contará com 320 leitos, desafogando outras unidades de saúde da baixada cuiabana. O novo hospital será dividido em três setores, com leitos, centro de diagnósticos e centro ambulatorial. A unidade terá acessos pela Avenida Miguel Sutil e pelo bairro Despraiado e também deverá contar com 444 vagas de estacionamento e um heliponto.
VLT
Em entrevista a rádio CBN, nesta sexta-feira (23), o governador também respondeu a críticas do senador Wellington Fagundes sobre a paralisação das obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
“Como senador, eu fiscalizei. Diferentes de outros parlamentares que ali estavam e hoje estão criticando. Por exemplo, o senador Wellington Fagundes que era deputado federal. Eu nunca vi uma manifestação de VLT e BRT [do senador]. Eu defendi o BRT. O governo anterior [de Silval Barbosa] mudou para VLT. Eu fiz três perguntas: quando se gastava com VLT? Qual o modelo de operação? Qual o modelo tarifário? Eu fiz essas perguntas como senador. Ninguém sabe. Ninguém sabia”.
A crítica de Fagundes foi ao tempo em que as obras estão travadas por impasse entre o Estado e o Consórcio VLT. Durante a campanha de Emanuel Pinheiro à Prefeitura de Cuiabá, Fagundes foi coordenador da campanha, o grupo chegou a defender a federalização do modal.