Fotos José Carlos Figueiredo
Por Cátia Alves/ Felipe Leonel/ Valquíria Castil
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) prendeu no fim da tarde desta sexta-feira (16) o ex-presidente da Câmara de Vereadores da Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima. Ele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e posteriormente para o Centro de Ressocialização, o antigo “Carumbé”.
.jpeg)
De acordo com o Gaeco, a prisão preventiva foi decretada nos autos da ação penal resultante da 'Operação Aprendiz', em virtude da reiterada prática criminosa do ex-parlamentar. Esta é a segunda vez que João Emanuel é preso pelo Gaeco. A primeira prisão ocorreu em março de 2014.
O ex-vereador foi preso por ordem da juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. A magistrada solicitou um atestado médico, que mostra que João Emanuel passou por uma cirurgia de varicocele bilateral, mas não necessita de tratamento especial estando apto a permanecer em unidade prisional.
Ao Circuito Mato Grosso, João Emanuel disse que através de técnicas processuais irá comprovar a inocência. “Nós vamos fazer todo o trabalho através de técnica processual e dessa forma vamos comprovar a inocência”, afirmou.
O advogado e irmão do ex-vereador, Lázaro Roberto Moreira Lima, afirmou, por telefone, que a prisão foi feita na residência de João Emanuel. “Ele já estava em prisão domiciliar e foi encaminhado no final desta tarde (sexta-feira) para o IML”. Lázaro informou que não esta acompanhando o cliente, mas que já esta avaliando a decisão para entrar com um Habeas Corpus.
Operação Aprendiz
João Emanuel foi investigado, na operação "Aprendiz", por conta de indícios de fraude em licitação e pela suspeita de liderar um esquema de grilagem de terras, razão pela qual chegou a ser preso em 2013. Por conta disso, ele teve o mandato cassado em abril de 2014.
As investigações apontavam que o ex-vereador seria suspeito de envolvimento em fraudes em licitações e falsificação de documentos de terrenos que seriam dados como garantia a agiotas para obter dinheiro para ser usado na futura campanha dele a deputado estadual em eleições futuras.
João Emanuel foi flagrado em uma gravação em vídeo tendo uma conversa de negociação de suposta fraude de um contrato de licitação do Legislativo municipal com uma pessoa que seria responsável por uma empresa gráfica. As imagens foram usadas durante as investigações do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPE.
O dinheiro que seria desviado no processo licitatório também serviria para garantir que a falsificação uma escritura pública de compra e venda de imóveis não viesse à tona e trouxesse implicações ao ex-vereador.
.jpeg)
.jpeg)

