O governador Pedro Taques (PSDB) disse que não irá tolerar “baderna” e “violência” em atos de servidores em greve. A declaração foi uma resposta ações de manifestantes de categorias do serviço público paralisadas tem realizado nos últimos dias no Centro Político Administrativo (CPA).
“Não vamos tolerar violência por parte de servidores que querem fazer baderna contra aqueles que querem trabalhar”, disse o governador.
Hoje (20) pela manhã servidores ligados ao Sindicato dos Servidores da Área Instrumental do Governo (Sinpaig) bloquearam a entrada da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para impedir que colegas que continuam em atividade pudessem começar o expediente. Agora à tarde, a partir das 14h, o grupo seguiria para a entrada da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), ambas no complexo político-administrativo.
Na sexta-feira (17), outros servidores já tinham bloqueado a entrada de prédios e guaritas públicos no CPA, de carros de colegas e chegaram a casos de agressões em ato de protesto que virou vandalismo. Hoje, ao declarar que não descarta medidas enérgicas, Taques disse que o direito de servidores continuarem seus trabalhos é protegido pela Constituição, assim como direito de protestar com deflagração de greves.
O embate entre governo e 29 categorias de servidores representadas pelo Fórum Sindical sobre a aplicação da Revisão Geral Anual (RGA) entra hoje em sua quarta semana sem nenhuma perspectiva de consenso. O Fórum já rejeitou quatro propostas apresentadas pelo governo para pagamento e governo luta para aprovar ainda esta semana um projeto de lei que define datas e parcelas para repasse da revisão pela inflação.



