Política

Randolfe: delação de Machado fragiliza permanência de Renan no comando do Senado

Por Igor Gadelha e Lu Aiko Otta/Estadão Conteúdo

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) cobrou neste sábado, 4, explicações urgentes e detalhadas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), em relação a acusação de que teriam recebido dinheiro desviado da Petrobras do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (PMDB). 

De acordo com investigadores da Operação Lava Jato, Machado afirmou em delação premiada que pagou mais de R$ 70 milhões a Renan, Jucá e ao ex-presidente José Sarney (PMDB). Responsável pela indicação de Machado para Transpetro, Renan teria recebido o maior montante (R$ 30 milhões), enquanto Jucá e Sarney teriam recebido R$ 20 milhões cada. 

"São acusações gravíssimas. É urgente um esclarecimento detalhado sobre isso", afirmou o senador do Amapá. Para Randolfe, as acusações fragilizam ainda mais os parlamentares. "Se ambos se tornarem réus no Supremo Tribunal Federal por conta disso, acho que o presidente do Senado tem que pensar em alternativas, uma delas é renunciar à presidência", disse. A revelação do conteúdo da delação foi feita pelo jornal O Globo e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Jucá já foi alvo de um pedido de cassação protocolado pelo PDT no Conselho de Ética do Senado. O pedido da legenda tem como base áudio gravado por Sérgio Machado em que o senador de Roraima defende "estancar" a "sangria", em referência às investigações da Lava Jato. O áudio provocou a demissão de Jucá do Ministério do Planejamento do governo Michel Temer.

Esclarecimentos

Já o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse neste sábado que Renan deve se pronunciar sobre a acusação de Sérgio Machado. "Ele tem de esclarecer à sociedade", afirmou. O senador disse, porém, não acreditar que a informação altere a conduta de Renan na condução do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa.

 

Redação

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