Política

Governo de MT defende livre manifestação mas alerta para prejuízos com greve

Foto: Ahmad Jarrah

 

O Governo do Estado de Mato Grosso divulgou matéria se posicionando sobre a greve, onde afirma que é um direito do servidor público estadual se manifestar, reiterando a proposta realizada ao Fórum Sindical do pagamento de 5% do Reajuste Geral Anual (RGA), sendo 2% na folha salarial de setembro e 3% na folha de janeiro.

 “Esta proposta permite que o Governo do Estado contemple parte do reajuste reivindicado pelos servidores sem comprometer a prioridade do Estado, que é manter o pagamento dos salários em dia. Ciente da negativa do Fórum Sindical para a proposta do Governo, o Poder Executivo se colocou novamente à disposição para novo diálogo, marcado para esta terça-feira”.

A reunião será realizada às 16h, no auditório da Secretaria de Estado de Gestão (Seges), no Centro Político e Administrativo, para onde servidores em protesto pela PPP, marcham há algumas horas.

A reunião nesta terça-feira será conduzida pelos secretários de Fazenda, Paulo Brustolin, e da Casa Civil, Paulo Taques e pelo secretário adjunto de Gestão de Pessoas da Seges, Joelson Matoso. “Em nenhum momento o Governo fechou o diálogo com os servidores. Prova disso é que apresentamos a nossa proposta ontem e nos reunimos novamente com o Fórum Sindical logo em seguida para receber a contraproposta. No período da tarde, a Câmara Fiscal voltou a se reunir para poder estudar o que foi entregue pelo Fórum e poder dar uma resposta hoje”, ressaltou Matoso.

Na matéria, a assessoria de Taques pontua, ainda, que algumas carreiras já receberam e outras receberão aumento este ano devido a leis específicas aprovadas e que estão em vigor.

“A crise nacional, somada à falta de planejamento das gestões anteriores, levaram à atual situação financeira estadual. Isto ocorre porque nos últimos oito anos a despesa com pessoal cresceu mais do que a receita do Estado, provocando um descompasso nas contas públicas. O salário do funcionalismo teve um aumento de 230% enquanto a receita cresceu 156% no mesmo período”.

O material pontua ainda que esse descompasso teria feito com que o Estado extrapolasse os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Se a lei for descumprida, o Governo perde recursos e convênios do governo federal e não poderá contrair novos empréstimos para investimentos em diversas áreas como saúde, estradas, educação e segurança pública”.

Veja os trechos finais do material:

Para reverter esse quadro, o Governo do Estado informa que está fazendo sua parte para aumentar a receita e honrar o compromisso de pagar o RGA. Entre as ações em andamento estão a revisão de contratos, corte de cargos e despesas de custeio. Além disso, a equipe econômica lançou um Pacto Contra a Crise com outras medidas que devem ser realizadas para melhorar a saúde financeira do Estado. Uma das ações será redução de custos e incentivos fiscais, reestruturação da dívida pública e implantação de nova etapa de reforma administrativa.

Nesta segunda-feira, o governador Pedro Taques esteve reunido com os presidentes dos demais poderes para discutir o Pacto Por Mato Grosso. A proposta do Governo do Estado é de redução de 15% no duodécimo dos poderes.

O Governo do Estado reafirma o compromisso de manter o diálogo com os servidores, como tem ocorrido ao longo dos 17 meses de gestão, quando foram realizadas mais de 100 reuniões com representantes do Fórum Sindical e demais sindicatos, algumas delas com a presença do governador.

O Governo do Estado reconhece o direito do servidor de se manifestar, mas pede que a paralisação de serviços essenciais não prejudique a população mato-grossense, que já sofre com os impactos da crise econômica nacional. E ressalta também que a paralisação dos serviços pode prejudicar a arrecadação do Estado, complicando ainda mais qualquer possibilidade de nova proposta para pagamento do RGA”.

 

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões