Política

Servidores iniciam paralisação por 48 horas em Mato Grosso

(Foto: Assessoria de Imprensa) 

Nesta terça-feira (24), algumas categorias do funcionalismo público estadual paralisaram as atividades. A paralização já havia sido anunciada no dia 17 de maio pelo Fórum Sindical e confirmado depois da realização das assembleias gerais individualizadas. Serão 48 horas de paralização.

Agora pela manhã, um ato deve ser realizado em frente à Secretaria de Gestão para pressionar o Governo a negociar com os servidores. Eles reivindicam o cumprimento  da Revisão Geral Anual (RGA) prevista para este mês de maio, de 11,27%.

32 categorias que compõem o Fórum Sindical paralisaram. Segundo informações do Sindicato dos Profissionais da Carreira da Área Meio, policiais militares, civis e agentes prisionais aderiram ao movimento e apenas serviços urgentes estão funcionando.

Os servidores do Detran não aprovaram a paralisação e o órgão funcionará normalmente nesta semana. Os policiais e bombeiros militares decidiram realizar a denominada “Operação Padrão”. Constitucionalmente a categoria não pode deflagrar greve no Estado. Como forma de manifestação, os policiais não farão jornadas extras nestes dois dias.  

O governo do Estado descartou pagar o reajuste neste mês, alegando que o desempenho da arrecadação não acompanhou o crescimento da folha salarial e que a concessão do reajuste pode implicar no atraso salarial nos próximos meses. Durante cerimônia de posse do novo secretário de educação, Marco Marrafon, o governador reafirmou a impossibilidade de pagar o RGA por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e pediu novamente aos servidores que não façam greve.

“Quem fala a verdade não merece castigo. Se nós pagarmos o RGA, no mês de julho nós teremos que parcelar o salário, atrasar o salário. Só nós da equipe econômica sabemos o que nós estamos fazendo para pagar o salário em dia para o servidor público. Não temos condições de pagar o RGA nesse instante. 25 estados não estão pagando o RGA, 15 estados estão parcelando o salário. O nosso compromisso é manter em dia o salário, pra isso nós estamos trabalhando. Existem movimentos de greve e são legítimos, não vim para falar mal de quem quer que seja, vim aqui para pedir aos senhores: não é momento de fazer greve", declarou Pedro Taques (PSDB).

Redação

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