Política

MPE investiga suposta irregularidade em serviço de transporte escolar

A 9ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, do Ministério Público Estadual (MPE), instaurou inquérito civil público para investigar supostas irregularidades em uma licitação realizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

 O novo procedimento é conduzido pelo promotor Gilberto Gomes, conforme portaria n° 020/2016, assinada no último dia 20. O objeto de investigação é o pregão eletrônico 005/2015, que teve como vencedora a empresa Barão Tur Transportes e Terceirizações Ltda., para a prestação de serviços de transporte escolar rural.

Conforme verificado junto ao portal transparência, Marcelo Gonçalves Padilha aparece como servidor efetivo lotado na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. A função desempenhada é a de agente penitenciário com salário de R$ 2.958,32 mil. 

O valor do contrato é de R$ 1.375.576,40 e há a suspeita de que um servidor público seja sócio da empresa. Segundo o documento, o inquérito foi instaurado após representação formulada por uma denunciante, dando conta de ausência de apreciação de recurso interposto junto ao processo licitatório. 

Trata-se de mais uma investigação envolvendo a pasta da Educação. No último dia 3 de maio, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) desencadeou a Operação Rêmora, que investigou um esquema de fraudes em licitações e pagamento de propina a servidores.

Determinações

 Ao instaurar o inquérito, o promotor determinou que a Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) encaminhe ao MPE documentos referentes à 4ª e 5ª alteração contratual da empresa Barão Tur.

Foi requisitado ainda que o órgão apresente cópias de publicações oficiais de nomeação do servidor Marcelo Gonçalves Padilha no serviço público e de licitações vencidas pela empresa Rosin e Machado Filho Ltda ME, nos anos de 2008 e 2009.

Também foi requerido que o secretário de Estado de Educação preste informações sobre os autos, além de cópias do procedimento licitatório questionado, bem como do respectivo contrato dele oriundo e o recurso administrativo protocolado junto à Seduc.

A pasta deverá informar ainda se, no curso do procedimento licitatório, houve impugnação ao edital.

Outro Lado

Em nota divulgada no site Mídia News a assessoria de imprensa da Seduc informou que o pregão alvo de investigação do MPE está temporariamente suspenso.

 

(Fonte:MídiaNews)

Redação

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