Política

Categorias aprovam greve a partir do dia 1º por tempo indeterminado

Escrivães e investigadores da Polícia Civil aprovaram a paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 1º de junho, caso o governador Pedro Taques não pague a Revisão Geral Anual (RGA). Os servidores penitenciários do Estado também vão aderir a greve que começará ainda este mês, no dia 30.

Demais sindicatos e associações da segurança pública de Mato Grosso mostraram apoio à luta e também analisam possível adesão à paralisação, após a realização de assembleias, que estão marcadas para os próximos dias.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Siagespoc), Cleidison Gonçalves, o anúncio do corte da recomposição salarial feito pelo governo do Estado teve o mesmo efeito que “jogar gasolina na fogueira”, fazendo com que os manifestantes amadurecessem ainda mais a proposta de greve geral.

Gonçalves lembra que a RGA é um direito constitucional do funcionário público e que a classe não abrirá mão. Porém, ele ressalta que mesmo em busca de seus direitos, a categoria quer fazer sem prejudicar a sociedade, que em nada tem culpa das ações impensadas do Governo do Estado.

O sindicalista pontua que qualquer proposta do governador Pedro Taques, que não seja a de conceder a RGA, só fará estimular os ânimos grevistas dos manifestantes.

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo), Wagner Bassi Junior informou que a categoria está extremamente insatisfeita com a postura da atual gestão e mesmo sabendo o impacto negativo da deflagração de greve, os delegados não descartam a ação. Bassi diz ainda que todo o segmento da segurança pública está unido.

Presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen), João Batista informou que a categoria aprovou por unanimidade a paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 30. Na mesma data, também cruzarão os braços os profissionais do sistema socioeducativo do Estado.

Segundo o sindicalista, só no sistema penitenciário serão cerca de três mil servidores de braços cruzados. “No sistema penitenciário, como o quadro já é defasado, não podemos tirar tantos servidores de seus postos, então a alternativa é suspender os serviços”.

A Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais da PM e BM (Assoade) também mostrou apoio à greve geral na segurança pública. Segundo o presidente da associação, Luciano Esteves Correa Costa, os militares marcaram para a próxima segunda-feira (23) uma assembleia geral da categoria e apesar da lei proibir os militares de realizar greve, a insatisfação já começa a ganhar corpo nos quartéis.

Outro lado

O Governo do Estado de Mato Grosso informou que é um direito do servidor público estadual se manifestar e ressaltou que a decisão de não pagar a Revisão Geral Anual (RGA) no mês de maio é amparada em lei e que, caso consiga aumentar a arrecadação, a RGA será paga aos servidores públicos.

 

(Fonte: GazetaDigital)

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões