O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) apresentou, na sessão de quarta-feira (18.05) um requerimento para o promotor de Justiça, Mauro Zaque, explicar para Comissão de Trabalho e Administração Pública, o motivo do afastamento dele das investigações sobre supostos pagamentos de propina feitos pela empresa Consignum, para agentes públicos que atuaram no palácio Paiaguás. Zaque já comunicou que aceita o convite faltando apenas data para ser agendada.
O Ministério Público Estadual investiga uma possível continuidade nos pagamentos de propinas da empresa ainda do governo Silval Barbosa e agora também na atual administração. As fraudes estão sendo apuradas pela 3ª fase da operação Sodoma e a suspeita recai pelo fato de que a Consignum teve o contrato prorrogado pela atual gestão.
Em entrevista na noite desta quinta-feira ao programa Resumo do Dia (TV Rondon – canal 5), o ex-secretário de Estado de Segurança alegou na declaração de suspeição ter encontrado indícios de que o caso possa ultrapassar a gestão do ex-governador Silval e adentrar na atual gestão.
"Como as investigações estão caminhando para que possa haver atos praticados durante esta gestão e como fiz parte do Governo por uma questão ética não me senti confortável", disse, ao anunciar que o inquérito já está nas mãos do promotor Roberto Turim.
Segundo Emanuel, a atitude de Zaque é um ato ético e elogiável, mais merece explicações. “Ele está sendo convidado exatamente em função disso. Se tornou público o afastamento dele e as argumentações do promotor Mauro Zaque são preocupantes e sérias. Elas não podem simplesmente serem ignoradas pela sociedade e pelo parlamento”, argumentou Emanuel Pinheiro.
Caso seja aprovado o requerimento, a Comissão de Trabalho e Administração Pública, presidida por José Domingos Fraga, ou a Mesa Diretora, poderão negociar um prazo conveniente para o procurador se apresentar e prestar informações sobre a situação. A empresa Consignum, propriedade de Wilians Paulo Mischur, atua na gestão de margem de empréstimos consignados para servidores públicos.
(Fonte: FolhaMax)


