Política

Temer diz que abre mão da reeleição em 2018

O vice-presidente Michel Temer, disse em entrevista nesta quinta-feira (27) ao canal de televisão SBT, que caso assuma a Presidência após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, abrirá mão de uma eventual reeleição.

Nos dois encontros que teve nos últimos dias com os líderes do PSDB, Cássio Cunha Lima e Antônio Imbassahy, e com Aécio Neves, Temer já tomara a iniciativa de tranquilizar os tucanos sobre sua disposição de não disputar a reeleição em 2018.

Nas conversas, se discutiu que poderia partir de Temer a iniciativa de encaminhar ao Congresso uma PEC para acabar com a reeleição, valendo para 2018, para distensionar a convivência com partidos que tem projetos de disputar a presidência daqui a dois anos e meio. Mas ele ainda não decidiu se irá propô-la.

Em São Paulo, o presidente do PSDB, Aécio Neves, admitiu que a opção de Temer por não se candidatar em 2018 facilitará as alianças no eventual governo do peemedebista. "Ele tem dito que não tem como objetivo novo mandato. Se me perguntar se isso (reeleição) é pré-condição diria que não. Mas se perguntar se estimula que outras forças políticas se juntem a ele, eu diria que sim. É algo natural. Não é imposição (do PSDB)". 

Na entrevista ao SBT, Temer afirmou que seu objetivo é recuperar a economia do país e encerrar os conflitos. “Ficaria felicíssimo se ao final de um eventual governo, eu conseguisse colocar o país na rota do crescimento, conseguisse pacificar, não podemos mais ter essa coisa de brasileiros contra brasileiros, se eu conseguisse dar certa harmonia à sociedade, que o Brasil voltasse a ser um país alegre”.

Na entrevista ao SBT, Temer disse que sua principal preocupação, caso assuma a Presidência, será adotar medidas econômicas para que o Brasil volte a crescer e para reduzir o desemprego.

No Palácio do Jaburu, Temer admitiu que sente um grande peso com a possibilidade de assumir o poder porque há pouco tempo para formar esse eventual governo e montar a estratégia. Temer disse crer, no entanto, que poderá contar com o apoio do Congresso para levar à frente as medidas que julgar necessárias para alavancar a economia.

 

Fonte: OGlobo

Redação

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