Nacional

MEC nega boato sobre distribuição de livro de educação sexual

O Ministério da Educação, em nota, divulgou nesta semana que não tem qualquer relação com o livro "Aparelho Sexual e Cia – Um guia inusitado para crianças descoladas".

Segundo um vídeo que circula nas redes sociais desde o início de janeiro, o MEC teria distribuído a obra em escolas públicas. De acordo com o órgão, a acusação não procede: o livro não consta nos programas do governo de distribuição de materias didáticos.

Reprodução do Facebook mostra páginas do livro "Aparelho Sexual e Cia – Um guia inusitado para crianças descoladas". (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Um dos vídeos compartilhados nas redes mostra um discurso do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Nas imagens, ele afirma que a obra é uma "coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem por sexo. É uma porta aberta para a pedofilia". Ele cita também políticos do Partido dos Trabalhadores (PT). "É o livro do PT, livro do Lula e da Dilma Rousseff."

Bolsonaro diz, na filmagem, que o governo teria comprado milhares de unidades do livro e as distribuído em escolas públicas. "É uma grana para os companheiros e fica pervertendo seu filho na sala de aula. Para que o filho de pobre, na escola pública, não aprenda nada e seja apenas um beneficiário do Bolsa Família."

O mesmo boato já havia circulado, de acordo com o MEC, em 2013, quando foi necessário explicar que não havia recomendação do ministério sobre o livro, tampouco ele constaria no Programa Nacional do Livro Didático e no Programa Nacional Biblioteca da Escola.

Post de um internauta divulga vídeo gravado por Bolsonaro. Na filmagem, o deputado acusa o MEC de distribuir o livro às escolas públicas. (Foto: Reprodução/Facebook)

 

"Aparelho Sexual e Cia – Um guia inusitado para crianças descoladas" foi escrito por Zep, pseudônimo do autor suíço Phillipe Chappuis, e publicado em mais de 10 idiomas, com 1,5 milhão de exemplares vendidos no mundo. No Brasil, ele foi lançado em 2007 pela editora Companhia das Letras.

Fonte: G1

Redação

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