Foto: Mayke Toscano/GCOM-MT
“Direcionamento existia na administração passada, tanto que o ex-governador está preso”. Esta foi a afirmação do governador Pedro Taques (PSDB) para rebater as acusações do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), que na última semana apontou um possível direcionamento na contratação da empresa KPMG Consultoria, escolhida para realizar uma auditoria no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ela dará a palavra final sobre a viabilidade ou não de continuar as obras do modal.
O gestor estadual ainda disse que “cada um defende o que quer”, transparecendo acreditar que o parlamentar defende a gestão do ex-gorvernador Silval Barbosa (PMDB), preso na operação Sodoma, em setembro.
Na última quarta-feira (21), o deputado apresentou um dossiê com denuncias contra a empresa de consultoria. Segundo o parlamentar, há suspeitas de direcionamento na contratação da empresa, que já foi alvo da Polícia Federal, por conta de resultados atestados no período em que a Petrobras foi alvo de desvios de recursos.
Além disso, Pinheiro declarou que há um mês, já circulava em veículos de comunicação a informação de que a KPMG se sagraria vencedora do certame em Mato Grosso.
“Eu questiono a viabilidade técnica da KPMG para assumir um estudo tão importante, que vai garantir o futuro do VLT. Questiono essa consultoria, porque já existe esse estudo na Secopa, realizado pela Oficina Consultores Associados, que está 75% concluído, faltando apenas o plano de operação”, disse.
Para Pinheiro, há um “jogo orquestrado” para inviabilizar o VLT. “A KPMG não está enquadrada no sistema RDC (Regime Diferenciado de Contratações) e não tem a qualificação técnica necessária. Além disso, o preço dela está elevado. O secretário desconsiderou o menor preço. Então, acredito que essa empresa veio, em um jogo orquestrado, para demonizar o VLT, para inviabilizar”, afirmou.
Na sexta-feira (23), por meio de nota, o Governo do Estado afirmou que o procedimento para contratação de empresa de consultoria obedeceu a todos os critérios previstos na legislação vigente.
“De antemão, a administração estadual informa que isenta-se da responsabilidade acerca de quaisquer acusações que sejam feitas a respeito da empresa vencedora, cabendo a ela responder a possíveis questionamentos feitos por setores da imprensa, sociedade civil organizada e autoridades”, diz trecho na nota do Governo.
O Gabinete de Comunicação ressaltou ainda que, ao contrário do que tem sido divulgado (pelo deputado e pela imprensa), o estudo desenvolvido pela empresa Oficina Engenheiros Consultores e Associados, contratado em agosto de 2013 teve como base a matriz elaborada para o modal Bus Rapid Transport (BRT). Desse modo, o Governo rechaçou informações de que já havia um estudo voltado às questões do VLT, confirmando a necessidade de uma consultoria especializada.
O estudo desenvolvido pela Oficina Consultores foi realizado em 60 dias e custou aos cofres públicos R$ 143,2 mil.
Governo rebate acusações e se isenta por informações dadas por empresa


