Política

Eder Moraes sai da prisão e considera absurdas acusações da PF

Foto: Jefferson Eduardo/MidiaNews

O ex-homem forte do governo Silval Barbosa (PMDB), Eder Moraes saiu em liberdade no inicio da noite desta sexta-feira (14) rebatendo as acusações do Polícia Federal (PF), que culminaram em sua prisão no dia 1º de abril deste ano. O ex-secretário estava no Centro de Custódia de Cuiabá até sua defesa ter conquistado no Supremo Tribunal Federal um posicionamento favorável do ministro Dias Toffoli quanto ao pedido de habeas corpus.

Eder foi preso na 7ª fase da Operação Ararath por suspeitamente de ter movimentado bens imóveis e móveis em nome de “laranjas” para burlar decisão judicial. Ao sair da prisão, acompanhado pelos seus advogados Ricardo Spinelli e Ronan Oliveira e os filhos, Eder Moraes Jr. e Monize Costa, o ex-secretário negou ter feito a manobra.

"Eu aproveito a oportunidade para dizer que essa é uma inverdade. Meu patrimônio está declarado, os últimos 10 anos do meu imposto de renda estão declarados. Então, não há nenhuma tentativa de burlar. O que eu fiz, única e exclusivamente, foi registrar o que já era meu em nome do meu filho. Não existe nenhuma irregularidade, não existe nada que impedia isso, não existe nenhum gravame sobre essa escritura. Portanto, é totalmente absurda essa acusação", afirmou.

Medidas cautelares

O juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, foi quem assinou o alvará de soltura. O magistrado determinou a aplicação de três medidas cautelares como requisitos para Eder se manter em liberdade: o uso de tornozeleira eletrônica (que já foi colocada), a proibição de sair de casa das 19h às 6h e a vedação de manter contato com os demais réus das ações penais da Ararath (com exceção de sua esposa, Laura Tereza Dias). Por considera-las “gravosas e excessivas”, a defesa do ex-secretário deve entrar com novo pedido de habeas corpus, solicitando a retirada das medidas.

Prisão

O ex-secretário de Estado, Éder Moraes foi preso pela segunda vez em abril, após tentar transferir um imóvel para o nome do seu filho menor de idade. A ação faz parte da sétima fase da Operação Ararath, da Polícia Federal e busca por novos imóveis e veículos que estão em nome de parentes e funcionários.

Segundo o delegado Marco Aurélio Faveri, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso, estão sendo investigados mais de R$ 100 milhões em imóveis e carros, que estão em nomes de parentes, funcionários e membros da família Piran. “Nós descobrimos que Éder Moraes está praticando crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de provas, mesmo depois do Superior Tribunal de Justiça ter decretado sua soltura. Durante as investigações e após sua soltura, ele continuou a movimentar bens imóveis, carros e pagamentos de contas usando nomes de laranjas”, explicou o delegado.

Ainda conforme o delegado Éder estaria tentando fazer uma ‘liquidação’ vendendo imóveis em condomínio de luxo a preços muito baixos.

Ministro Dias Toffoli determina soltura de Eder Moraes

 

Redação

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