Foto: Ahmad Jarrah – Circuito MT / Bruno Cidade – Mídia News
O ex-deputado estadual José Riva (PSD) foi até a Segunda Vara Criminal, no Fórum da capital, no fim da tarde desta segunda-feira (03) para retirar a tornozeleira de monitoramento que mantinha presa em sua perna desde o dia 24 de junho, após ser solto do Centro de Custódia, em decisão do Supremo Tribunal Federal.
Riva seguia uma série de medidas cautelares definidas pela juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda. Algumas delas foram retiradas na sexta-feira (31), pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Rui Ramos Ribeiro.
Evitando polêmicas, o ex-parlamentar preferiu não questionar a demora em que a magistrada da 7ª Vara determinou a retirada da sua tornozeleira. Porém apontou a decisão do TJ como prova de que as medidas cautelares aplicadas por Selma eram desnecessárias.
“Não vi demora. Sou caseiro, gosto de ficar com a família e os curti muito durante esses dias. Acho normal […] Não cabe a mim achar nada, tudo que achar não vai me ajudar em nada. Acredito que a decisão do TJ já fala por si só, que elas [medidas cautelares] eram desnecessárias”, enfatizou Riva.
O uso da tornozeleira fazia parte de um grupo de ações que tinham o objetivo de controlar os passos do ex-presidente da Assembleia Legislativa, acusado de comandar um esquema de fraude em licitações que desviou R$ 62 milhões, de acordo com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO). Além de não ser mais obrigado a utilizar o aparelho, Riva também não precisará mais permanecer em sua residência no período noturno – além de sábados, domingos ou feriados -, e de autorização da justiça para sair de Cuiabá, sendo necessário apenas de uma comunicação no caso de se ausentar da comarca.
Ainda continuam válidas as determinações que o proíbem de comparecer a Assembleia Legislativa, as empresas investigadas na Operação Imperador, manter contato com outros réus investigados na ação – com exceção de sua esposa e também ré, Janete Riva -, e comparecer ao juízo uma vez por mês para justificar seus atos.
Perguntando sobre a manutenção da medida cautelar que o obriga a se manter distante no prédio da Assembleia Legislativa, o ex-deputado afirmou não ver problema quanto a isso e confirmou a pretensão de viajar para o munícipio de Juara, visitar sua família e cuidar dos seus negócios.
“Não muda em nada, pois não tenho o que fazer na AL. Tenho uma filha deputada, mas não preciso ir lá para falar com ela. São medidas que não me atrapalham em nada, então é melhor que eu permaneça com elas”, justificou o político.
A prisão de José Riva, ocorrida em 21 de fevereiro desse ano, atendeu uma ação penal proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE).
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