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Cientistas desenvolvem cana capaz de produzir o dobro de etanol

Uma nova variedade de cana-de-açúcar que pode chegar a seis metros de altura promete dobrar a produtividade no campo, além de reduzir os custos de produção de etanol e energia elétrica, a partir da palha e do bagaço. Ainda em fase de testes no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto (SP), a "supercana", como também é conhecida, deve chegar às indústrias em três anos.

Também chamada de "cana energia", a nova planta é capaz de acumular biomassa e altos teores de fibra rapidamente, o que resulta em uma capacidade maior de produção de energia elétrica ou etanol de segunda geração.

"Na cana tradicional, a preocupação é aumentar o potencial de acúmulo de açúcares. Já a cana energia é chamada assim exatamente por ter na sua constituição maiores teores de fibra e esse rápido acúmulo de biomassa", explica o pesquisador Mauro Alexandre Xavier.

Em comparação com a planta tradicional, a diferença da "super cana" é visível: além de ser mais grossa, chega ao triplo de altura: quase seis metros de comprimento.

Além disso, a produtividade da nova variedade também é muito maior. Enquanto a cana-de-açúcar comum rende 120 toneladas de massa por hectare no primeiro corte, a "supercana" pode produzir até 270 toneladas. Em relação à quantidade de etanol produzida, a "cana energia" pode gerar 20 mil litros por hectare, o dobro de combustível do que a planta tradicional.

Apesar das diferenças, Xavier diz que as duas variedades serão complementares, uma vez que o rendimento da "supercana" na fabricação de açúcar é menor – a planta tradicional ainda produz mais sacarose.

Entretanto, o administrador José Carlos de Lima Júnior, que é consultor em agronegócio e pesquisador da USP, afirma que a utilização da supercana deve trazer mais economia ao consumidor, principalmente em relação à produção de etanol.

"Essa nova tecnologia vai proporcionar maior produtividade por área plantada, impactando positivamente os negócios no Brasil. O consumidor pode esperar em médio prazo uma redução nos custos, principalmente porque vai ter maior oferta de energia", diz.

Fonte: G1

Redação

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