Política

A nova “cara” da Assembleia Legislativa

Empossados no último domingo (1º), os 24 deputados estaduais terão nos próximos quatro anos o grande desafio de modificar a imagem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na prática, desapegar da imagem de mera “figura decorativa” para atender aos anseios do Poder Executivo, passando a se aproximar da sociedade, trazendo para o centro de debate da tribuna do Plenário das Deliberações Renê Barbour as reais necessidades dos cidadãos mato-grossenses.

A imagem de “salvadora da pátria” foi pregada durante a eleição e propagada pela população, que nas urnas demonstrou o seu desejo de mudança, mesmo que esta transformação não esteja claramente definida. Prova disso foi a renovação superior a 45% das cadeiras do Parlamento. 

Estruturada e viável, já que possui um orçamento estimado em um valor superior a R$ 412 milhões para este ano, a “Casa do Povo” deve passar, definitivamente, de uma frase de slogan para uma ordem colocada em prática.

A nova safra de deputados e até mesmo aqueles reeleitos terão, por obrigação, a incumbência de descerrar as cortinas do Poder Legislativo. Isto é, acabar com a prática dos debates internos, realizados nos gabinetes e pouco debatidos com o eleitor.

Na opinião de articulistas e analistas políticos, como a do professor de Ciências Políticas João Edisom de Souza, a nova legislatura estadual, representada principalmente pela Mesa Diretora recém-eleita, terá o encargo de iniciar essas mudanças necessárias na didática da Casa de Leis.

“Essa legislatura passará por um processo de transformação; não dá para ser em dois, muito menos em quatro anos, mas a atual Mesa Diretora deve ser a que irá iniciar o processo de integração da Assembleia com a sociedade. Essa integração é dolorida, pois ela significa desfazer-se de muita coisa, expor para a sociedade o debate que, até então, é muito interno”, opinou João Edisom.

Aos eleitores não resta alternativa a não ser a de torcer para que os deputados consigam, mesmo com dificuldade, ouvir o “grito de alerta” e atender às expectativas quanto à prática efetiva do papel de um legislador: fiscalizar as ações do Poder Executivo e contribuir com medidas igualitárias para a sociedade.

“O primeiro momento será de muito confronto, mas espero que os deputados da Mesa Diretora estejam preparados, pois da mesma forma que foi gerada uma grande expectativa, vai gerar uma crítica muito grande quando não for possível fazer algumas coisas”, ressaltou o professor de Ciências Políticas.

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Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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