Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE
As eleições ao governo do Estado foram surpreendentes não só pela confirmação da vitória de Pedro Taques (PDT), com 57,25% dos votos válidos, mas também pela quantidade expressiva de abstenções, que atingiu o número recorde de 501.407.
Do total de eleitores no Estado – pouco mais de 2,1 milhões -, 22,91% não compareceram as urnas. Analisando os números após a apuração, a quantidade de abstenções supera aos votos do petista Lúdio Cabral (472.507 votos), que terminou a eleição em segundo lugar.
Segundo o analista político, João Edison, apesar de ser um número alto, o índice de abstenções ainda esta dentro da estimativa, que nacionalmente chega a 25%.
Para João, a justificativa para este resultado, se deve ao fato de muitos eleitores estarem fora de seus locais de votação.
“Em visita a várias cidades do interior do Estado, muitas pessoas me dizem que votam em outros munícipios, até mesmo em outros estados, e que só irão votar, se alguém pagar para eles o custo da viagem”, afirmou.
Sobre o voto de protesto, João Edison afirmou não ter como mensurar a quantidade de eleitores que deixaram de votar, por descrença com o quadro político, mas que a tendência é de que menos de 5% do eleitorado tenha deixado de votar por desmotivação.
“É grande o número de eleitores fora de seus domicílios eleitorais, por isso, cada ano, o TRE vem aumento a campanha de recadastramento, para evitar a abstenção. O índice de protesto é muito baixo, chegando a menos de 5% dos eleitores”, opinou o analista.