Cerca de 2,6 milhões de eleitores em Mato Grosso vão às urnas neste domingo (25), no 2º turno das Eleições 2026, e devem ficar atentos às regras para a votação. Entre as principais restrições estão a proibição do uso de aparelhos eletrônicos na cabine, da prática de boca de urna e do porte de armas nos locais de votação e em um raio de 100 metros.
A proibição do uso de equipamentos eletrônicos inclui celulares, relógios inteligentes (smartwatches), óculos com câmera, câmeras corporais e outros dispositivos capazes de registrar imagens, vídeos ou áudios, mesmo que estejam desligados. Quem estiver com algum desses objetos deverá deixá-los no local indicado pela equipe da seção eleitoral. A medida busca garantir a liberdade de escolha dos eleitores e evitar possíveis situações de coação. As orientações também foram incluídas nos treinamentos de mesários realizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Outra conduta proibida é a boca de urna, caracterizada pela tentativa de convencer outros eleitores a votar em determinado candidato no dia da eleição. A manifestação individual e silenciosa da preferência política, no entanto, continua permitida. Eleitores podem utilizar bandeiras, broches, adesivos e camisetas que indiquem apoio a candidatos, desde que não promovam propaganda eleitoral nem abordem outras pessoas para influenciar o voto.
Também está proibido portar armas nos locais de votação e em um raio de 100 metros, inclusive para pessoas com autorização legal para o armamento. A restrição vale para civis e integrantes da categoria de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC). Para esse grupo, a proibição de transportar armas e munições em todo o território nacional começa 24 horas antes da eleição e termina 24 horas após o encerramento do pleito.
Integrantes das Forças Armadas devem permanecer a pelo menos 100 metros das seções eleitorais, salvo mediante ordem judicial ou autorização do presidente da Mesa Receptora de Votos. O descumprimento das regras sobre porte de armas pode resultar em prisão em flagrante por porte ilegal, além de outras responsabilizações criminais e eleitorais, conforme o caso. As restrições têm como objetivo preservar a segurança de eleitores e trabalhadores da Justiça Eleitoral e assegurar que a votação ocorra sem ameaças ou intimidações.


