A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta segunda-feira (19) a Operação Ad Rem, resultando na prisão preventiva de Sebastião da Silva Júnior, apontado como integrante de alta relevância do Comando Vermelho (CV). Conhecido pelo apelido de “Federal”, o suspeito atua como gerente do tráfico de drogas e é responsabilizado pela administração financeira e arrecadação da facção criminosa.
O investigado já havia sido capturado anteriormente durante a Operação Ruptura CPX, porém conseguiu a revogação de sua prisão preventiva após sua defesa sustentar perante a Justiça que ele seria apenas um “laranja” utilizado por terceiros para movimentar capital ilícito. Contudo, o avanço das investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) revelou que o papel de Sebastião ia muito além de ocultar valores.
De acordo com a apuração policial, “Federal” também exercia o controle direto sobre os estoques de entorpecentes, coordenava a distribuição de drogas, gerenciava pontos de venda e supervisionava as finanças de outros membros da organização criminosa. Análises financeiras aprofundadas apontaram que o investigado movimentou cerca de R$ 661 mil em atividades ilícitas durante um dos períodos examinado pelos investigadores.
Bloqueio de patrimônio e descapitalização
Além de efetivar a prisão preventiva de Sebastião da Silva Júnior, a Operação Ad Rem cumpre seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A ofensiva policial também determinou o sequestro judicial de cinco imóveis vinculados aos esquemas criminosos. O principal objetivo dessas medidas cautelares é descapitalizar a facção criminosa, atingindo diretamente o patrimônio e os recursos financeiros acumulados por meio do narcotráfico.


