Uma garota de 11 anos, moradora de Mato Grosso, foi alvo de aliciamento virtual por meio do Instagram, desencadeando a quarta fase da Operação CESI-MT, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta sexta-feira (14). A ação, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), cumpre três ordens judiciais expedidas pela Justiça: dois mandados de busca e apreensão domiciliar e uma determinação de afastamento de sigilo telemático. Os alvos são cumpridos no município de São Jorge D’Oeste, no Paraná, com o apoio da Polícia Civil paranaense.
As investigações tiveram início após a DRCI receber o alerta da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), que realizou os primeiros procedimentos do caso. De acordo com o apurado pela equipe policial, o suspeito abordou a vítima perguntando sua idade e manifestou interesse na troca de mídias íntimas. Ao notar a gravidade do conteúdo, a mãe da criança assumiu o controle do aparelho e passou a interagir com o indivíduo para resguardar a filha e documentar a abordagem.
Durante o diálogo, o homem demonstrou receio de intervenção adulta, questionando insistentemente se a garota estava acompanhada e tentando realizar chamadas de vídeo. Mesmo diante da recusa em enviar fotos de teor sexual, o investigado encaminhou uma imagem de seu próprio órgão genital para o perfil da criança. O material coletado fundamentou a atuação rápida dos órgãos de proteção e a transferência da demanda para a unidade especializada em crimes cibernéticos.
Com a evolução dos trabalhos investigativos, os policiais conseguiram rastrear a origem das conexões, identificar a qualificação do suspeito e localizar seu endereço no interior do Paraná. Levantamentos checados nos bancos de dados policiais revelaram ainda que o homem já possui registro anterior na polícia por envolvimento em crime de abuso sexual, o que reforçou a urgência das medidas cautelares solicitadas ao Poder Judiciário.
A investida ostensiva busca apreender celulares, computadores, mídias digitais e outros dispositivos eletrônicos na residência do investigado para instruir o inquérito e analisar o material armazenado. Os investigadores trabalham agora para extrair os dados telemáticos e verificar se o homem fez outras vítimas ou se há participação de terceiros na rede de abusos. A operação integra as ações contínuas da DRCI no combate à exploração sexual infantil no ambiente digital em Mato Grosso.


