O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), encerrou as especulações sobre sua saída do Partido Liberal. Nesta terça-feira (4), o gestor utilizou suas redes sociais para confirmar que permanecerá na sigla, porém, deixou claro que não endossará a aliança estadual firmada com o MDB em Mato Grosso.
A insatisfação de Abilio e a ameaça de deixar o partido ocorreram após o PL oficializar a composição majoritária no estado, com a chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo, tendo a deputada estadual Janaina Riva (MDB) como candidata ao Senado.
Veto ao MDB e apoios declarados
Em um story publicado no Instagram ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e do deputado federal José Medeiros (PL), candidato ao Senado, Abilio sinalizou a permanência com a frase: “Ficamos no PL”.
Apesar de pacificar sua situação partidária, o prefeito reforçou sua postura de distanciamento radical do MDB:
“Não vou apoiar o MDB! Nenhum candidato do MDB! Não subo no palanque onde o MDB estiver”, publicou o gestor municipal.
Na mesma publicação, ele alinhou publicamente para quem fará campanha em Mato Grosso:
- Flávio Bolsonaro para a Presidência;
- José Medeiros para o Senado;
- Samantha Íris (sua esposa), apontada como “minha deputada estadual”, além de nomes a federal e estadual ligados exclusivamente ao campo liberal.
O silêncio sobre Wellington Fagundes
Um dos reflexos mais evidentes do racha interno na ala bolsonarista do estado foi a total omissão do nome do senador Wellington Fagundes por parte de Abilio. Fagundes é não apenas o candidato do PL ao Palácio Paiaguás, como o principal fiador da união com o MDB.
O recado de Abilio foi reforçado com a publicação de um vídeo em que aparece ao lado do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do senador Rogério Marinho (PL-RN) e do empresário Odílio Balbinotti (PL). Durante o registro, o prefeito reafirma o compromisso com a direção nacional e com Flávio Bolsonaro, mas ignora totalmente a disputa pelo Governo de Mato Grosso.
A postura intransigente cumpre o que o prefeito já havia alertado no último domingo (2): ao rejeitar fazer campanha ao lado do MDB, ele afirmou que a legenda teria a escolha de deixá-lo “liberado, tolerado ou expulso” pela falta de fidelidade à aliança estadual.


