Opinião Renato Paiva

 Governantes Malucos

Diz o ditado de origem espanhola que “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”. Mas, dependendo da duração do mal, mesmo depois que acaba, deixa estragos e sequelas que permanecem por muito tempo.

Uma única pessoa maluca tem potencial de mudar o rumo de uma nação. Nem é preciso buscar lá longe os exemplos trágicos do Hitler, Mao-Tse-Tung ou Mussolini, aqui mesmo no Brasil, em 1960, foi eleito um excêntrico Presidente da República, não sanguinário como os citados acima, mas danoso para o País. Era o folclórico Jânio Quadros – mato-grossense nascido em Campo Grande (hoje MS). 

Ele era um sonhador cheio de ideias extravagantes, estimuladas pelo generoso consumo da nossa tradicional cachaça. Seu governo não durou nem um ano, renunciando ao cargo, abriu caminho para uma ditadura que durou 20 anos.

Alguns anos depois, o narcisista Fernando Collor de Melo fez um estrago tão grande na economia que, por pressão popular e política, foi obrigado a renunciar ao mandato.

Agora temos o Lula detonando a economia e, se as coisas continuarem como estão, ficará outros quatro anos, distribuindo, sem lastro, o dinheiro da viúva para se firmar como “pai dos pobres”. 

Nem só no Brasil surgem estes estranhos políticos. O argentino Milei, que grosseiramente atacou autoridades brasileiras esta semana, é um bom exemplo. Ele é tão fora da casinha que, segundo a imprensa argentina, conversa com seu cachorro Conan. Seria quase normal não fosse um detalhe: o animal em questão já morreu há anos. Os diálogos, ainda conforme jornais portenhos, são intermediados por uma “médium veterinária” que transmite ao presidente os conselhos do finado cachorro.

Se é que o Conan aconselha mesmo o Javier Milei, dá pra afirmar que ele (o cão) é de direita e manja muito de administração. Tanto que o governante reduziu o número de ministérios, suspendeu toda a propaganda do governo e mandou reduzir os cargos federais, e o País parece estar em franca recuperação. 

Um “louco”, dependendo do viés e do contexto histórico, pode levar um país para o caminho da grandeza ou para a decadência. O Milei, a julgar pelo pacote econômico em andamento, mostra-se mais preparado do que se esperava dele.

Mas se economicamente o Conan tem orientado bem o argentino, em termos de diplomacia e de relacionamentos não parece ser um bom conselheiro. Ou, de repente ele (o cachorro) não é muito sociável.

O Lula é um mal que já dura muito. A dívida pública, estimulada pelos seus gastos, já atingiu 82,5% do PIB e passará de 100%, a crer nas previsões dos economistas, em um provável quarto mandato. 

Acho que seria bom o Lula tentar um contato com o Conan, porque a julgar pelas contínuas derrapadas econômicas, deve estar recebendo conselhos de algum jumento morto, mediado pelo Boulos.

Não convém igualar-nos ao tosco argentino respondendo aos ataques no mesmo tom. Nessa hora é bom observar o dito espirituoso: “não discuta com os idiotas, porque os que estão ouvindo podem pensar que você é um deles”.  

Renato de Paiva Pereira

Renato Paiva

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