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Nova mistura de etanol fortalece indústria e abre perspectiva de novos investimentos em MT

Com a aprovação do aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o setor de biocombustíveis projeta um novo ciclo de expansão em Mato Grosso, segundo maior produtor nacional de etanol. A medida deve elevar a demanda pelo combustível renovável, estimular novos investimentos e fortalecer uma cadeia que já responde por milhares de empregos e uma parcela significativa da arrecadação estadual.

De acordo com levantamento do Observatório de Mato Grosso, entre agosto e dezembro de 2026, a demanda nacional por etanol anidro deve crescer cerca de 411,6 milhões de litros, alcançando 14,87 bilhões de litros no período, alta de 2,8% em relação ao cenário anterior. Na comparação entre a safra 2025/26 e a estimativa para 2026/27, o consumo deve passar de 14,03 bilhões para 15,16 bilhões de litros, um aumento de aproximadamente 1,13 bilhão de litros, equivalente a 8%.

Para o presidente do Sistema Fiemt e do Bioind MT, Silvio Rangel, a decisão representa um avanço para o setor produtivo e para a economia estadual. Segundo ele, além de impulsionar novos investimentos, a ampliação da mistura de etanol contribui para a redução das emissões de poluentes e diminui a dependência da importação de gasolina. “É uma medida importante para o desenvolvimento do setor, para novos investimentos, para o meio ambiente e para a geração de empregos. Mais etanol na gasolina significa um ambiente mais limpo e menos importação de gasolina”, afirmou.

Os números do setor em Mato Grosso reforçam esse cenário de crescimento. Atualmente, o estado conta com 27 indústrias de etanol em operação, que empregam 10,7 mil trabalhadores formais. Em dez anos, o número de unidades industriais mais que dobrou, passando de 13 para 27, enquanto o total de empregos cresceu 144,5%, saindo de 4,4 mil para 10,7 mil trabalhadores. O salário médio do segmento é de R$ 4,5 mil mensais, com uma massa salarial anual de R$ 586,6 milhões.

Além da geração de empregos, a indústria do etanol tem peso relevante nas contas públicas estaduais. Em 2025, o setor arrecadou R$ 3,05 bilhões em ICMS, valor equivalente a cerca de 12% de toda a receita do imposto em Mato Grosso. No mesmo período, a massa salarial anual registrou crescimento de aproximadamente 221,8%, passando de R$ 182,3 milhões em 2015 para R$ 586,6 milhões em 2025, consolidando a fabricação de etanol como uma das principais atividades da indústria mato-grossense.

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