O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), estabeleceu um prazo ambicioso para a execução do segundo trecho do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) em Cuiabá. A obra, que ligará a região central da capital ao Coxipó por meio da Avenida Fernando Corrêa da Costa, deverá ser entregue em até 12 meses após a emissão da ordem de serviço.
Os projetos e o edital de licitação para essa nova fase já estão sendo elaborados pelo governo estadual. O objetivo é aplicar um cronograma de execução rigoroso e regras de contratação mais duras para não repetir os entraves da primeira etapa.
“A Fernando Corrêa nós já estamos trabalhando nos projetos e no edital. Nós queremos fazer em um ano, 12 meses, do dia que começa até o dia que entrega. E nós vamos fazer de forma tal que nem um picareta possa entrar na licitação”, disparou Pivetta.
O imbróglio do primeiro trecho
Ao justificar a cautela com a nova licitação, o governador em exercício relembrou os percalços enfrentados na primeira fase do BRT (que liga a Avenida do CPA a Várzea Grande). Segundo ele, a empresa contratada inicialmente possuía um bom currículo e atendia às exigências técnicas, mas perdeu fôlego durante a execução.
A solução encontrada pelo Estado foi um acordo amigável para evitar um colapso jurídico prolongado:
- Notificações e marcha lenta: A empreiteira entrou em dificuldade financeira e desacelerou os serviços, o que forçou o Executivo a intervir com notificações.
- Fuga da judicialização: O Estado optou por negociar a rescisão contratual diretamente com o consórcio. “Se fosse judicializar, até hoje nós estaríamos brigando na Justiça e a obra parada. Fizemos uma negociação e tiramos ela da obra”, detalhou o governador.
Previsão de funcionamento
Apesar da troca de consórcio e da readequação forçada do cronograma, o Governo de Mato Grosso mantém a meta de colocar o novo modal em operação ainda neste ano.
A primeira etapa a ser inaugurada fará a ligação completa do corredor de transporte coletivo entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá.



