Após anos no comando do Palácio Paiaguás criticando a ineficiência da legislação brasileira, o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), anunciou que agora quer atuar “do outro lado” do balcão para promover mudanças. Na noite desta terça-feira (23), ele oficializou sua pré-candidatura ao Senado Federal.
Mendes argumentou que o Congresso Nacional precisa, com urgência, de parlamentares dispostos a modernizar as leis do país. Durante sua passagem pelo Executivo estadual, o político repetidamente culpava as “leis frouxas” pelos gargalos na segurança pública, defendendo que o atual Código Penal acaba privilegiando a criminalidade.
“O país hoje carece de uma revisão muito profunda na sua legislação do serviço público brasileiro para prestar um serviço melhor para os cidadãos. E é com esse espírito que eu vou me apresentar”, declarou o ex-governador, garantindo que toda a sua pré-campanha seguirá rigorosamente os limites impostos pela Justiça Eleitoral.
A bandeira da segurança e da desburocratização
A principal tônica do discurso de Mendes foi a necessidade de endurecer e modernizar as regras do jogo. Ele argumenta que a ineficiência das leis não trava apenas o combate à criminalidade, mas também engessa a máquina pública e o desenvolvimento do Estado.
- “Durante muitas vezes, eu me pronunciei dizendo: as leis são frouxas. As leis no país precisam mudar, não só na área da segurança pública, mas principalmente da administração pública. Se você não tem regras eficientes e claras para jogar o jogo, o jogo fica confuso”, pontuou o pré-candidato.
Legado e recuperação do Estado
Ao justificar sua postulação ao Senado, Mauro Mendes fez questão de relembrar o cenário de 2018, quando assumiu o Estado pela primeira vez, e exaltou os feitos de sua gestão ao longo de mais de sete anos.
O político destacou que não há um único município em Mato Grosso que não tenha recebido investimentos estruturais durante o seu mandato, e listou entregas consideradas históricas para embasar sua campanha:
- Obras destravadas: A conclusão do Hospital Central — inaugurado após mais de 34 anos de obras paralisadas e abandono.
- Logística e Saúde: A encampação e avanço na duplicação da BR-163, além da recente compra do Hospital Estadual Santa Casa de Misericórdia.
- Recuperação fiscal: “Tive a honra de pegar um Estado quebrado e falido lá no final de 2018, e entregar entre os melhores estados brasileiros, senão o melhor”, celebrou.
O ex-governador encerrou o evento garantindo que entra na corrida rumo a Brasília com a mesma convicção, fôlego e coragem de quando disputou o governo estadual há sete anos.


