Deputado federal do PL afirma que redução da maioridade penal precisa ser acompanhada de oportunidades e cobra ações do Governo Federal nas fronteiras
O deputado federal Coronel Assis (PL) se posicionou sobre o debate envolvendo a redução da maioridade penal no Brasil. Para o parlamentar, embora a medida seja válida e necessária, ela se tornará insuficiente para barrar o avanço da delinquência juvenil caso seja adotada de forma isolada.
A solução definitiva, segundo o deputado, exige uma política ampla de prevenção sustentada por três pilares: educação, qualificação profissional e geração de oportunidades, com atenção redobrada aos jovens de regiões vulneráveis.
“O investimento em educação, profissionalização e oportunidades para esses jovens faz toda a diferença. A medida penal não é uma bala de prata. Ela é apenas uma ferramenta dentro de um conjunto de ações que precisam ser implementadas”, ponderou o deputado.
A realidade nas fronteiras e a sedução do crime
Baseado em sua experiência de atuação no Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Assis traçou um diagnóstico preocupante sobre a realidade de jovens que vivem em áreas limítrofes do Estado. Segundo ele, a completa ausência de perspectivas transforma esses adolescentes em alvos fáceis para o recrutamento de facções.
- Falta de perspectiva: “Já trabalhei em uma cidade da região de fronteira e a aspiração de muitos jovens era se tornar mula do tráfico. Isso acontece porque o crime oferece dinheiro rápido para quem não encontra oportunidades de estudo, trabalho ou qualificação profissional. É uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade”, relatou em suas redes sociais.
Críticas ao Governo Federal e pauta legislativa
O parlamentar cobrou uma postura mais integrada entre os Poderes e criticou duramente a atuação do Governo Federal, acusando a gestão de “abandono” e “profundo descaso” na formulação de políticas públicas de base para a juventude brasileira.
Ao mesmo tempo em que defende investimentos sociais, Coronel Assis não abre mão do endurecimento do aparato de Segurança Pública. Para impedir o avanço do crime organizado e recuperar a capacidade de reação do Estado, ele defende o avanço urgente de três frentes no Congresso Nacional:
- Aprovação da PEC da Maioridade Penal
- Avanço da PEC da Segurança Pública
- Implementação dos instrumentos do PL Antifacção
“Precisamos de um grande esforço entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O Brasil não pode continuar tratando organizações criminosas como um problema secundário. Se não enfrentarmos essa realidade com firmeza, corremos o risco de ver o país cada vez mais dominado pelas facções”, alertou o deputado.


