Casal de Jales foi sentenciado a 50 dias de detenção por abandono intelectual; para pré-candidato ao Senado, Estado “criminaliza” quem assume a educação dos filhos
A condenação de um casal morador de Jales, no interior de São Paulo, a 50 dias de detenção por optar pela educação domiciliar (homeschooling) de suas filhas trouxe o debate sobre a liberdade de ensino de volta ao centro das discussões políticas. A Justiça enquadrou os pais no crime de abandono intelectual, mesmo diante de relatos da defesa apontando dedicação integral ao ensino e acompanhamento contínuo das crianças.
O caso com repercussão nacional motivou críticas contundentes do pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante). Para o político, o episódio evidencia o que ele classifica como uma preocupante “inversão de valores” no sistema brasileiro.
“O Brasil está chegando a um ponto em que pais responsáveis são tratados como criminosos por assumirem a educação dos próprios filhos. Enquanto isso, vemos diariamente criminosos perigosos recebendo benefícios e encontrando brechas na legislação”, protestou Galvan.
O papel da família e a cobrança por um marco legal
Galvan argumenta que o Estado não deve se sobrepor à família na formação moral e intelectual das crianças. Na visão do pré-candidato, a iniciativa de assumir a escolarização em casa, desde que conduzida com responsabilidade e compromisso com o aprendizado, deveria ser valorizada e não alvo de sanções penais.
- Direito de escolha e reconhecimento: “Quem mais deseja que uma criança tenha conhecimento, disciplina, princípios e um futuro digno são seus pais. Isso não deveria ser motivo de perseguição, mas de reconhecimento”, pontuou.
Além da defesa do modelo, o caso escancara a profunda insegurança jurídica que cerca as famílias adeptas do ensino domiciliar no Brasil. Atualmente, o homeschooling segue sem regulamentação federal específica, apesar de tramitar há anos no debate legislativo. O vácuo na lei deixa margem para interpretações judiciais divergentes e condenações.
Diante do cenário de incerteza, o pré-candidato cobrou que o Congresso Nacional avance com urgência na criação de um marco legal para o tema.
“O Estado não pode substituir o papel da família nem criminalizar pais que dedicam tempo, esforço e amor para educar seus filhos. O Brasil precisa defender a liberdade e garantir que pai e mãe tenham o direito de participar ativamente da formação das futuras gerações”, concluiu.


