Senador do PL rechaça especulações, garante pré-candidatura ao Paiaguás e acusa adversários de usarem o boato para tentar desestabilizar o cenário eleitoral
O cenário pré-eleitoral em Mato Grosso segue movimentado por intensas especulações nos bastidores. O ex-governador e presidente regional do União Brasil, Mauro Mendes, admitiu que os rumores sobre uma eventual desistência do senador Wellington Fagundes (PL) da corrida pelo Governo do Estado ganharam tração nas últimas semanas.
O tema ganhou repercussão pública na semana passada, após ser mencionado durante uma coletiva de imprensa pelo deputado estadual e articulador do MDB, Eduardo Botelho.
Embora tenha evitado confirmar qualquer articulação direta envolvendo o parlamentar do Partido Liberal, Mendes reconheceu que a possível saída de Fagundes é um assunto dominante nas rodas políticas de Mato Grosso.
“Olha, assim como a imprensa e outras pessoas nos bastidores da imprensa, ouvimos muita coisa. É que vai desistir, às vezes não vai desistir, mas não cabe eu falar sobre isso. Agora, não tem como negar que os rumores são muito fortes nos bastidores”, declarou Mauro Mendes na sexta-feira (15).
O peso da disputa e o xadrez conservador
Uma eventual saída de Wellington Fagundes do tabuleiro eleitoral é vista por analistas como um movimento capaz de alterar drasticamente a configuração da disputa pelo Palácio Paiaguás.
- O alvo estratégico: O vácuo deixado pelo senador abriria espaço para o avanço das articulações do grupo político ligado a Mauro Mendes e ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O principal objetivo desse bloco seria absorver o cobiçado apoio da parcela bolsonarista e conservadora do estado, atualmente alinhada ao projeto do PL.
Fagundes reage e aponta tática de adversários
Apesar da força das especulações que circulam nos bastidores, Wellington Fagundes tem adotado uma postura firme para negar qualquer intenção de recuo. O senador reitera publicamente que sua pré-candidatura está mantida e segue trabalhando para consolidar seu nome.
Após o vazamento das informações, o parlamentar utilizou seu tempo de discurso no plenário para rebater as suposições, atribuindo os rumores a uma tática de desgaste político promovida por seus opositores.
“Lá no Mato Grosso é a mesma coisa. Eu estou sempre apontando em primeiro lugar nas pesquisas e a forma que os nossos adversários utilizam é tentar desestabilizar”, argumentou o senador, reafirmando sua permanência na disputa.


