A Justiça Estadual agendou para o próximo dia 11 de junho, às 16h30, a audiência de instrução e julgamento do processo que apura um suposto crime de estupro cometido por um investigador da Polícia Civil dentro da Delegacia de Sorriso, no norte de Mato Grosso. O caso tramita na 2ª Vara Criminal da comarca, e o servidor, identificado pelas iniciais M. B. da S., permanece preso preventivamente desde fevereiro deste ano.
O policial civil, de 52 anos, foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade após a conclusão do inquérito conduzido pela própria Polícia Civil. Conforme as investigações, a vítima estava custodiada na unidade policial em razão do cumprimento de um mandado de prisão temporária quando teria ocorrido o crime. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para o prosseguimento da ação penal.
A prisão preventiva do investigador foi cumprida em 1º de fevereiro, após representação da Delegacia de Sorriso com base nos indícios reunidos durante a apuração. Na ocasião, equipes da Polícia Civil localizaram o servidor em sua residência e recolheram seus pertences funcionais, incluindo arma de fogo e munições. A ordem judicial foi decretada pela Justiça da comarca de Sorriso.
Além do processo em andamento, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) conduz dois procedimentos investigatórios criminais instaurados a partir de denúncias apresentadas diretamente à Promotoria de Justiça de Sorriso. Um deles apura um suposto crime de estupro e o outro investiga um episódio de importunação sexual, ambos envolvendo outras possíveis vítimas.
O caso também é acompanhado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que monitora cinco inquéritos policiais relacionados a supostos crimes de natureza sexual atribuídos ao servidor. Em nota divulgada após a prisão, a Polícia Civil afirmou que não tolera desvios de conduta de seus profissionais e destacou que todas as denúncias envolvendo servidores são apuradas com rigor e transparência.


