Duas mulheres, identificadas como Naiana Miranda Conceição, de 39 anos, e Karine Stéfane Pereira dos Santos, de 19 anos, foram assassinadas a tiros na noite de terça-feira (19), no município de Sorriso, em crimes que são investigados pela Polícia Civil como possível consequência de uma disputa entre facções criminosas. As execuções ocorreram em bairros diferentes da cidade e levantaram suspeitas de ligação direta entre os casos.
O primeiro homicídio foi registrado por volta das 16h30, no bairro Vila Bela, onde Naiana foi encontrada morta dentro de uma residência após moradores ouvirem uma discussão seguida de disparos de arma de fogo. Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local e confirmaram a morte da vítima ainda na casa. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
De acordo com a análise preliminar da perícia, Naiana apresentava ao menos duas perfurações causadas por tiros. Com apoio do setor de inteligência, policiais militares realizaram buscas e conseguiram prender dois suspeitos de participação no crime poucas horas após a execução. Outros três envolvidos seguem foragidos. A arma utilizada no homicídio ainda não foi localizada.
Segundo o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Inácio de Morais, a principal linha de investigação aponta que Naiana estaria comercializando drogas para uma facção rival que não atua na região. A hipótese levantada pelas autoridades é de que ela tenha sido vítima de um possível “tribunal do crime”, prática usada por organizações criminosas para punir integrantes ou colaboradores considerados rivais.
Já Karine Stéfane Pereira dos Santos foi baleada no Residencial Mário Raiter. Ela chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional de Sorriso, mas não resistiu aos ferimentos. A jovem foi atingida com um tiro na cabeça, e a polícia trabalha com a suspeita de que o assassinato tenha relação com a mesma guerra entre facções investigada no caso de Naiana. Os dois crimes seguem sendo apurados pela Polícia Civil.


