Um rapaz identificado como Marcos Pereira Soares foi preso suspeito de matar a própria irmã, a adolescente Estefane Pereira Soares, de 17 anos, em Cuiabá. O crime ocorreu na noite de quarta-feira (11), no bairro Três Barras. O corpo da jovem foi encontrado dentro do córrego Vassoura, nos fundos da casa da família.
De acordo com as informações apuradas pela polícia, Estefane estava desaparecida desde terça-feira (10). Familiares relataram que Marcos foi até a casa onde a adolescente morava com o companheiro e a levou do local. Depois disso, ela não foi mais vista.
Na quarta-feira, a mãe dos dois encontrou Marcos e o pressionou para saber onde estava a filha. O suspeito teria desconversado sobre o assunto. Desconfiada, ela o levou para casa e chamou outros familiares, mas ele percebeu a situação e fugiu para uma área de mata próxima.
Enquanto procuravam pela jovem na região, familiares acionaram a polícia. Por volta das 21h30, equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmaram que o corpo da adolescente havia sido localizado dentro do córrego. A vítima estava submersa na água, com apenas as pernas para fora, e apresentava ferimentos pelo corpo.
A cena foi isolada para os trabalhos do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A investigação também apura a possibilidade de violência sexual, hipótese que ainda depende de confirmação por meio de exames periciais.
Horas depois, com apoio da Polícia Militar, Marcos Pereira Soares foi localizado e preso na madrugada desta quinta-feira (12), na avenida Brasil, na região do CPA 2. Ele foi encaminhado para a sede da DHPP, onde prestou depoimento e negou participação no crime.
Segundo a delegada Jéssica Assis, responsável pela investigação, o caso é tratado como feminicídio. Para ela, a dinâmica inicial aponta que o suspeito teria agido por desprezo e ódio contra mulheres, classificação que reforça o enquadramento do crime.
Marcos é conhecido das forças de segurança e possui histórico criminal. Ele já havia sido condenado pelo Tribunal do Júri em 2023 a 17 anos de prisão pelo homicídio de um vizinho ocorrido em 2020, mas estava em liberdade após ter sido solto por engano no último sábado (7). A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso abriu procedimento para apurar possível falha humana no sistema que resultou na soltura do suspeito.


