O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), inicia nesta terça-feira (10) sua segunda missão internacional desde que assumiu o cargo. O destino é Dallas, no Texas (EUA), onde o gestor participará da conferência Advancing Prefabrication: Structures & Façades 2026. O foco da viagem é estritamente técnico: trazer para a capital mato-grossense o que há de mais moderno em industrialização da construção civil.
O Foco na Industrialização Diferente de viagens protocolares, a agenda em Dallas é voltada para a Eficiência Operacional. A conferência, que ocorre entre 11 e 13 de março, discute métodos de pré-fabricação, uma tecnologia que permite que partes de uma obra (como fachadas e estruturas) sejam fabricadas em ambiente controlado e apenas montadas no local final.
- Agilidade: Redução drástica no tempo de entrega de creches, escolas e postos de saúde.
- Economia: Menor desperdício de materiais e controle de custos mais rigoroso.
- Logística: Discussão de workshops sobre automação e organização de canteiros de obras complexos.
Administração e Financiamento Um ponto que chama a atenção na logística da viagem é o modelo de custeio. Brunini optou por utilizar recursos próprios para bancar a estada e as passagens, evitando o uso de diárias públicas. Além disso, a governabilidade de Cuiabá não sofrerá alterações: a vice-prefeita Vânia Rosa não assumirá o cargo, uma vez que a ausência do prefeito será inferior a 15 dias, prazo legal estabelecido para a transmissão temporária de comando.
O Rastro de Inovação Esta não é a primeira vez que Brunini busca referências externas. No ano passado, o prefeito esteve em Dubai (Emirados Árabes) para a Cúpula das Cidades da Ásia-Pacífico e em Xangai (China) para a Import Expo. A linha de atuação parece clara: conectar Cuiabá ao conceito de Cidades Inteligentes (Smart Cities), onde a tecnologia e a engenharia de ponta são utilizadas para resolver problemas históricos de urbanismo e infraestrutura.
A expectativa é que, ao retornar na próxima semana, o prefeito apresente estudos de viabilidade para a aplicação desses métodos em obras municipais, tentando romper com o modelo tradicional de construção que, muitas vezes, é marcado por lentidão e estouros orçamentários.


