O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) vive um ano de profunda transformação em sua composição. Após as mudanças iniciadas em janeiro, o Pleno se prepara para uma nova sequência de aposentadorias compulsórias que alterará a dinâmica de votação e o perfil da Corte até o final de julho. O destaque imediato é a saída da desembargadora Maria Erotides Kneip, que atinge a idade limite de 75 anos em junho.
A Sucessão por Merecimento A vaga deixada por Maria Erotides será preenchida pelo critério de merecimento. Diferente da antiguidade, este modelo exige que o Pleno avalie critérios objetivos de produtividade, presteza no exercício da jurisdição e aperfeiçoamento técnico dos juízes de primeira instância que buscam a promoção. A lista será mista, permitindo a concorrência direta entre magistrados de ambos os sexos.
Trajetória e Legado Natural de Minas Gerais, Maria Erotides construiu uma carreira sólida desde 1985, percorrendo Mato Grosso de ponta a ponta. Sua atuação em comarcas do interior foi fundamental para sua ascensão:
- Interior e Fronteira: Atuou em comarcas como Alto Araguaia, Alto Garças, Jaciara e Rondonópolis, consolidando um perfil de conhecimento profundo das demandas regionais.
- Cuiabá e Várzea Grande: Antes de chegar ao Pleno em 2011, passou por varas criminais estratégicas na região metropolitana.
- Institucional: Foi membro do Órgão Especial no biênio 2023/2024, participando de decisões administrativas vitais para o funcionamento do Judiciário estadual.
O Julho das Mudanças Após a saída de Maria Erotides, o mês de julho trará outras duas baixas por idade limite:
- Juvenal Pereira da Silva: Aposenta-se em 16 de julho. Sua vaga será preenchida pelo critério de antiguidade, onde o juiz de primeira instância com mais tempo de carreira assume o posto, salvo se houver recusa pelo Pleno.
- Sérgio Valério: Recém-chegado à Corte, se aposenta em 27 de julho. Seguindo as novas diretrizes de paridade de gênero, sua vaga será preenchida por uma mulher, em lista exclusivamente feminina pelo critério de merecimento.
Esta renovação em massa no primeiro semestre de 2026 é vista como uma oportunidade de oxigenação para o Tribunal, trazendo novos olhares para as Câmaras Cíveis e Criminais em um momento de grandes desafios jurídicos no estado.

