A Operação Força Total registrou um episódio alarmante na tarde desta quinta-feira (5) em Peixoto de Azevedo. O que deveria ser uma prisão de rotina por tráfico de drogas revelou uma face cruel da convivência entre o crime organizado e a infância: uma bebê de apenas um ano de idade vivendo em meio ao comércio de entorpecentes.
O Flagrante e a Tornozeleira
A ação foi conduzida pelos militares da Cavalaria do 22º Batalhão. Após receberem denúncias sobre a venda de drogas na região central, os policiais iniciaram o monitoramento de um suspeito que já era conhecido das autoridades por utilizar tornozeleira eletrônica. O dispositivo, que deveria servir como medida restritiva, não impediu o indivíduo de operar no varejo do tráfico.
Na abordagem inicial, o casal foi flagrado com porções de cocaína e maconha, além de uma motocicleta usada para o “delivery” do crime. Pressionados pela técnica policial, ambos confessaram que a residência onde moravam servia como depósito e que as vendas eram realizadas sob ordens diretas de uma facção criminosa.
A Vítima Invisível
Ao entrarem na casa dos suspeitos para realizar as buscas, os militares depararam-se com uma cena de vulnerabilidade extrema: uma bebê de 1 ano. Informações colhidas no local indicam que a menina havia sido adotada recentemente pela suspeita.
Ação Imediata: Diante do cenário de risco iminente, o Conselho Tutelar foi acionado com prioridade máxima para acompanhar o registro e garantir o abrigamento seguro da criança, afastando-a do ambiente de criminalidade.
Balanço da Operação
A busca domiciliar resultou na apreensão de uma logística completa voltada ao abastecimento local:
| Entorpecentes | 13 porções (Cocaína e Maconha) |
| Veículo | 01 Motocicleta (apoio tático/entrega) |
| Utensílios | Materiais para preparo, pesagem e embalagem |
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia e responderão por tráfico ilícito de drogas e associação para o tráfico. O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que deve apurar a legalidade da adoção da criança e a profundidade do envolvimento do casal na hierarquia da facção que atua na região Norte de Mato Grosso.


