Mix diário

Não queremos discussão açodada da 6×1 em ano eleitoral, diz presidente da CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que a discussão sobre o fim da escala 6×1 está “açodada” e que decisões sobre o assunto neste ano não serão “equilibradas” por conta das eleições. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 3, após um almoço promovido pela Coalizão das Frentes Parlamentares do Setor Produtivo, em Brasília.

“Não podemos entrar num novo jogo de narrativas de nós e eles”, declarou. “O capital e o trabalho se complementam. Nós tivemos discussões longevas e profícuas na reforma tributária, na reforma da Previdência. Por que temos que fazer uma discussão tão importante para a economia do País de uma forma tão açodada em um ano eleitoral? Isso não é justo”, questionou o presidente da CNI.

Na ocasião, Alban disse não querer fugir da discussão sobre a redução da jornada de trabalho, mas afirmou que a questão deve ser resolvida de forma “sustentável” e defendeu a necessidade de aumento da produtividade.

“Estamos começando a discussão. Em nenhum momento, você não vai ouvir nenhum setor produtivo sequer dizer que não quer discutir. O que nós queremos é discutir com imparcialidade e que isso seja uma conquista permanente”, declarou. “O que não queremos é que esse processo sofra pressão de momentos eleitorais, porque as decisões não vão ser equilibradas”, acrescentou.

Estadão Conteudo

About Author

Deixar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Você também pode se interessar

Mix diário

Brasil defende reforma da OMC e apoia sistema multilateral justo e eficaz, diz Alckmin

O Brasil voltou a defender a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) em um fórum internacional. Desta vez, o
Mix diário

Inflação global continua a cair, mas ainda precisa atingir meta, diz diretora-gerente do FMI

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva disse que a inflação global continua a cair, mas que deve