Uma força-tarefa da Polícia Civil de Mato Grosso deflagrada nesta terça-feira (3) cumpriu 39 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado por aplicar golpes na venda de veículos pela internet. A ação, batizada de Operação Thunderstruck, contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo e teve como alvo suspeitos que atuavam a partir do estado de São Paulo.
Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão domiciliar e 12 bloqueios de contas bancárias, cada um no valor de R$ 120 mil, totalizando mais de R$ 1,4 milhão em valores constritos. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 de Garantias de Cuiabá e são cumpridas simultaneamente nas cidades de Osasco, São Bernardo do Campo, Itanhaém, Santo André, São Caetano do Sul, Diadema e na capital paulista.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, sob coordenação do delegado Bruno Mendo Palmiro, que representou pelas medidas judiciais contra os investigados. A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo do Estado.
As investigações começaram após uma vítima de Cuiabá registrar boletim de ocorrência relatando ter sido enganada ao tentar comprar um veículo anunciado na internet. Segundo apurado, o principal suspeito utilizava identidade falsa e criava uma narrativa envolvendo suposto sinistro com transportadora e acordo indenizatório, alegando urgência na venda para dar aparência de legitimidade ao negócio.
De acordo com o delegado Bruno Mendo Palmiro, após a transferência bancária de R$ 120 mil pela vítima, o valor foi imediatamente pulverizado por meio de diversas operações fracionadas e repassado a múltiplos beneficiários, prática conhecida como “smurfing”. A dinâmica, segundo ele, evidencia uma atuação estruturada, com divisão de tarefas e uso de contas de passagem para dificultar o rastreamento do dinheiro, característica típica de grupos especializados em estelionatos eletrônicos.

