A carne bovina de Mato Grosso inicia 2026 mantendo forte presença no mercado internacional, especialmente na China, mas com avanço estratégico na consolidação de novos destinos compradores. O movimento amplia a segurança comercial do setor e reduz a dependência de um único parceiro, em meio ao aumento da atratividade das exportações.
Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam que o Índice de Atratividade das Exportações de Carne de MT alcançou 81,80 arrobas por tonelada (@/t) em janeiro, acima das máximas registradas para o mês nos últimos cinco anos. O indicador mede quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com a receita obtida na exportação de uma tonelada de carne, funcionando como termômetro da competitividade internacional.
Embora a China siga como principal destino, com índice de 76,00 @/t no primeiro mês do ano, outras regiões foram responsáveis por impulsionar a valorização anual. Na comparação com janeiro de 2025, a América Central registrou alta de 15,04% no índice de atratividade, seguida pela América do Norte, com avanço de 11,47%, e pelo Oriente Médio, que cresceu 11,40%.
Segundo o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a diversificação comprova a consolidação global da proteína produzida no estado. Ele destaca que a presença em diferentes regiões do mundo está associada à qualidade, à eficiência produtiva e ao compromisso com a sustentabilidade, fatores que ampliam a competitividade da carne mato-grossense.
O cenário internacional também se mostra favorável. Até a terceira semana de fevereiro, o Brasil havia embarcado 192,71 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária 55,69% superior à do mesmo período de 2025. O preço médio por tonelada avançou 13,90% na comparação anual, alcançando US$ 5.313,35, reforçando o ambiente de valorização e indicando possibilidade de novo recorde mensal nas exportações.



