Uma caravana realizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) cumpre, nesta segunda-feira (23), agenda técnica no distrito de Miritituba (PA), onde a comitiva visita o KM 30 para conhecer a Estação de Transbordo de Cargas (UNI-Z) e participa de uma atividade de barco pelas áreas de transbordo. A programação inclui ainda o deslocamento de 362 quilômetros até Santarém, consolidando a análise do trecho que conecta o modal rodoviário à etapa portuária do escoamento da produção de grãos pelo corredor do Arco Norte.
Em Santarém, o grupo realiza visitas técnicas às docas por via fluvial e à Companhia Docas do Pará (CDP), com foco na infraestrutura portuária e nos acessos ligados ao Tapajós. A intenção é avaliar como a estrutura disponível pode contribuir para dar mais fluidez ao transporte e reduzir gargalos logísticos, especialmente durante o pico da safra.
A iniciativa reúne cerca de 20 presidentes de sindicatos rurais e tem como objetivo mapear os principais pontos críticos da BR-163, principal rota de escoamento da produção de grãos de Mato Grosso. Ao longo do trajeto, a comitiva identifica trechos sem pavimentação, buracos, atoleiros e desbarrancamentos, além de verificar a qualidade da manutenção nos segmentos já asfaltados e o impacto do tráfego pesado sobre o pavimento.
O percurso integra o chamado “Estradeiro da BR-163”, expedição técnica que teve início no sábado (21), quando os representantes do setor produtivo partiram de Mato Grosso em direção aos portos para acompanhar, in loco, as condições logísticas da rodovia e reunir informações que embasem propostas de melhorias em infraestrutura e segurança viária.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirma que o Estradeiro transforma a vivência na rodovia em diagnóstico e proposições práticas, além de reforçar que a armazenagem é um ponto-chave para aliviar gargalos e reduzir a pressão sazonal sobre a estrada. “Vamos andar para ver o problema. Os produtores representam a vida real de quem precisa dessa estrada para trabalhar e entregar produção. O agronegócio representa 56% do PIB de Mato Grosso. Por isso, solicitamos ao poder público um olhar mais estratégico para as necessidades do setor”, declarou.



