A Acadêmicos de Niterói foi a escola de samba com mais menções nas redes sociais durante o Carnaval do Rio de Janeiro, mas gerou forte polarização ao homenagear o presidente Luiz Inácio Lula do Silva (PT), mostra pesquisa da Quaest, divulgada neste sábado, 21. A maior parte dos comentários sobre o petista e o episódio (42%) tinha conotação negativa, comparado com 33% de teor positivo, segundo o levantamento.
Entre 27 de janeiro e 18 de fevereiro, a agremiação acumulou 354 mil menções digitais, conforme a sondagem. O volume é mais de duas vezes superior ao da segunda colocada, a Mocidade Independente de Padre Miguel, com 141 mil publicações. A Niterói acabou rebaixada à Série Ouro, a segunda divisão do Carnaval carioca.
Nas postagens, a oposição, no geral, argumentou que o tributo a Lula devia ser encarado como campanha eleitoral antecipada e uma “cortina de fumaça” para encobrir as repercussões da liquidação do Banco Master. Deputados e senadores governistas, por outro lado, defenderam o legado do presidente e elogiaram a cultura popular.
A pesquisa concluiu ainda que a direita dominou o debate sobre o desfile, que retratou uma “família em conserva” em uma das alas. Segundo a Quaest, 72% das menções a políticos nas redes durante o período de Carnaval citavam Lula, com maioria dos comentários negativos. Os oposicionistas concentraram o maior número de perfis ativos (199), mas o grupo pró-governo alcançou picos mais abruptos no momento de maior visibilidade do tema.
No total, o Carnaval do Rio teve cerca de 2,4 milhões de menções, com 264 mil autores únicos, entre janeiro e fevereiro, com pico superior a 500 mil publicações em um único dia durante os desfiles, de acordo com a sondagem.
As informações sobre os tópicos de interesse foram coletadas nas principais redes sociais (X, Instagram, Facebook e YouTube) e site de notícias por API própria da Quaest.



