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Encontro de megablocos em SP no pré-carnaval termina em tumulto

A concentração de dois megablocos de pré-Carnaval ontem na Rua da Consolação, no centro da capital paulista, provocou confusão, tumulto, atrasos e relatos de pessoas prensadas contra grades de contenção. Alguns foliões passaram mal e precisaram ser socorridos pelos bombeiros civis que acompanhavam o cortejo. Segundo a Polícia Militar, entretanto, não houve registro de feridos graves.

Pela primeira vez, a Consolação recebeu dois megablocos que costumam atrair milhares de pessoas no Carnaval de São Paulo: o Acadêmicos do Baixo Augusta e a estreia do DJ escocês Calvin Harris no bloco patrocinado pela cervejaria Skol. Nem a PM, nem a Prefeitura divulgaram o número de presentes, mas a organização dos blocos estimou o público em mais de 1 milhão de pessoas.

A administração municipal disse apenas que o público foi recorde e que acionou um plano de contingência, mas não respondeu as perguntas do Estadão sobre os motivos de ter autorizado dois desfiles de blocos tão grandes na mesma data nem sobre as possíveis falhas que causaram o problema.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, havia, na Consolação, um número “absurdo” de pessoas aglomeradas.
“Tivemos que fazer o acionamento do nosso plano de contingência, mas foi tudo bem”, disse em rede social.
O megabloco liderado por Calvin Harris precisou ser paralisado pouco depois do inicio do desfile. O bloco estava previsto para começar às 11h30, com a apresentação dos artistas brasileiros Nattan, Xand Avião, Felipe Amorim e Zé Vaqueiro.

Pouco depois das 12 horas, no entanto, o bloco parou de andar. Houve empurra-empurra e algumas pessoas ficaram prensadas contra as grades de contenção. As estruturas chegaram a ser derrubadas em alguns pontos para impedir acidentes mais graves.

INTERRUPÇÕES

Os artistas interromperam a apresentação diversas vezes para evitar que o tumulto se agravasse. O cantor Nattan chegou a pedir ajuda para pessoas que estavam passando mal. Por causa da superlotação, os foliões que precisavam de auxílio tinham dificuldade de chegar aos postos médicos.

Imagens feitas pelo helicóptero da TV Globo mostraram pessoas sendo levadas para uma ambulância. Em seguida, bombeiros tentaram afastar o público para abrir espaço e permitir a passagem do veículo de resgate. Outras imagens flagraram pessoas sendo socorridas por bombeiros.

O helicóptero também registrou foliões em cima de banheiros químicos, tentando escapar da superlotação. Quando o bloco passou na altura do número 1.400 da Rua da Consolação, os foliões derrubaram as grades que protegiam o prédio da Escola Paulista da Magistratura e ocuparam parte da área aberta do imóvel, tentando escapar do tumulto.

A superlotação, os tumultos e as constantes paralisações atrasaram o andamento dos bloco em até duas horas.

Estadão Conteudo

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