A Oracle planeja captar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões para financiar sua grande aposta em computação em nuvem voltada à inteligência artificial (IA). Cerca de metade desse valor deve vir de dívida, movimento que colocará à prova o apetite do mercado por emissões ligadas ao tema de IA.
Segundo a empresa, a estratégia inclui uma única emissão pontual de títulos sênior não garantidos com grau de investimento, prevista para o início de 2026. Em novembro, a Oracle acumulava cerca de US$ 100 bilhões em dívida de longo prazo, de acordo com a FactSet.
O volume elevado transformou seus papéis em um termômetro da confiança do mercado na sustentabilidade do boom da IA, com os preços do seguro contra calote alcançando o nível mais alto desde a crise financeira de 2008-2009.
Os credit default swaps (CDS) de cinco anos da companhia são negociados em torno de 153,90 pontos-base, o que implica um custo anual de US$ 153,90 para segurar US$ 10.000 em dívida – bem acima dos cerca de US$ 40 observados no fim de julho do ano passado.
A Oracle afirma que pretende manter uma “combinação equilibrada” entre dívida e capital próprio, preservando um balanço com grau de investimento. Ainda assim, S&P e Moodys divulgaram perspectivas negativas para o rating da empresa nos últimos meses, citando o impacto dos investimentos em infraestrutura de nuvem sobre o fluxo de caixa livre.
Cerca de metade do financiamento de 2026 deve vir de emissões vinculadas a ações e de ações ordinárias.
Os recursos serão destinados ao Oracle Cloud Infrastructure, com expansão de capacidade para atender à demanda contratada de clientes como OpenAI, Meta Platforms, AMD e Nvidia. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado


