A desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi a responsável por revogar a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro e de outros quatro investigados no caso do Banco Master.
A magistrada reconsiderou sua própria decisão e entendeu que, embora Vorcaro tenha sido detido no Aeroporto de Guarulhos enquanto embarcava para o exterior, a viagem estava previamente justificada, portanto, não havia risco concreto de fuga.
A trajetória da magistrada também inclui um episódio em que a Corte Especial do TRF-1 rejeitou, por falta de provas, uma denúncia que a citava no inquérito sobre empréstimos fraudulentos contratados pela Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer) entre 2000 e 2009. O tribunal recebeu a denúncia relativa ao suposto esquema, mas afastou qualquer participação da magistrada, então ex-presidente da entidade.
Solange tem uma trajetória extensa no Judiciário e no Ministério Público. Formou-se em Direito em 1985 pela Faculdade de Direito Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Fez mestrado em Direito Penal pela Universidade Gama Filho e possui pós-graduações pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal e pela Universidade de Brasília, além de diversos cursos jurídicos complementares.
Antes de chegar ao TRF-1, atuou em diferentes frentes da carreira pública. Foi promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais entre 1987 e 1989, e depois defensora pública no Rio de Janeiro por alguns meses, até retornar ao MP mineiro, onde permaneceu até 1992. No mesmo ano, ingressou como juíza de Direito no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, cargo que ocupou por pouco mais de três meses.
Sua carreira na Justiça Federal começou em 1992, quando tomou posse como juíza federal do TRF-1, inicialmente lotada na Seção Judiciária do Maranhão. Atuou também no Tribunal Regional Eleitoral do Estado e, em 1993, foi removida para o Distrito Federal, onde permanece desde então. No período, exerceu funções administrativas, como a Diretoria do Foro, além de ter sido convocada em diversas ocasiões para atuar no próprio TRF-1.
A magistrada também teve carreira acadêmica: lecionou em instituições como Centro de Ensino Unificado do Maranhão (CEUMA), no Centro de Estudos Jurídicos do Maranhão (CEJUMA), na Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal e no Centro Universitário de Brasília (UNICEUB), além de participar de seminários e publicar reflexões sobre temas de Direito Processual Civil.



