Ele era uma pessoa extremamente vaidosa e disse que não era [apenas o chefe do tráfico]. Eu perguntei: 'Você e o frente da comunidade?', no jargão lá dos marginais, e ele disse 'Não, eu sou o dono'. Então, pelas palavras dele, ele disse que era o dono do Complexo da Maré", descreveu Fábio Andrade, chefe da DRE/DPF-RJ.
A prisão de Marcelo foi resultado de uma investigação que durou um ano pela Polícia Federal. De acordo com Roberto Cordeiro, chefe da Superintendência Regional da PF, ele estava há apenas um dia na cobertura do apartamento onde foi preso. O suspeito não reagiu a prisão e a ação ocorreu sem que fosse necessário efetuar nenhum disparo. Detalhes da atuação do traficante no Conjunto de Favelas, como o número de comparsas que ele comandava, não foi divulgado pela polícia nesta quinta-feira. Investigações de mais de uma corporação, entretanto, apontam o Menor P como peça importante da facção criminosa que domina a maior parte das comunidades da Maré.
Sobre o momento da prisão, os agentes envolvidos relatam que o suspeito se rendeu rapidamente. "Nos detectamos a presença dele no imóvel, passamos o dia monitorando. Depois nos fizemos um cerco na região, subimos pelo telhado e logo depois ele se rendeu. Não havia armas no local, nem drogas, e foi apreendido cerca de R$4 mil", explicou o delegado.
G1