O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse esperar que o Banco Central não “cumpra” a alta na taxa básica de juros que já está contratada para março. Ao fim de 2024, a autoridade monetária indicou, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deveria elevar a Selic em 1 ponto porcentual nas reuniões de janeiro e março.
A elevação foi confirmada na reunião de janeiro, quando houve nova sinalização de alta de 1 ponto no encontro de março, o que levará os juros a 14,25% ao ano.
“(O BC) Sinalizou por pressão do mercado, respondendo a essa ânsia do mercado. Eu espero que ele não cumpra esse contrato”, disse ele, durante a coletiva que comentou os dados do Caged em janeiro.
Marinho acrescentou que é sua obrigação alertar que o aumento dos juros vai inibir os investimentos e geração de empregos, além de estrangular o orçamento público.
“Nós temos que fazer esse alerta. Ao mesmo tempo, tem uma crença, a crença de que a economia brasileira continuará crescendo, mesmo apesar do Banco Central, apesar do aumento de juros. Você tem, por um lado, isso é uma recessão, mas por outro lado, os empresários acreditam no planejamento, no estímulo”, disse o ministro do Trabalho.