A Justiça de São Paulo mandou penhorar bens do ex-prefeito Paulo Maluf (1969-1971 e 1993-1996) para pagar uma condenação por uso de dinheiro público para promoção pessoal. O processo tramita desde 1993.
O Estadão pediu manifestação da defesa do ex-prefeito e ex-deputado, mas não houve um posicionamento até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
Foram penhorados – total ou parcialmente – 18 imóveis de Maluf, que está com 93 anos. Constam na lista uma casa de mais de mil metros quadrados na avenida Miguel Estefano, na praia da Enseada, no Guarujá (SP), avaliada em mais de R$ 2,7 milhões, além de terrenos e cotas em edifícios e imóveis localizados em regiões como Itaquera, Parelheiros, MBoi Mirim e Itapecerica da Serra.
A decisão pela penhora é do juiz Fausto José Martins Seabra, da 3.ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, responsável pela execução da sentença. Cabe recurso.
Trevo
Quando assumiu a Prefeitura de São Paulo para o segundo mandato, em 1993, Maluf usou como identidade visual da gestão um trevo de quatro folhas em formato de corações, o mesmo símbolo de sua campanha eleitoral. A Justiça de São Paulo considerou que houve uma tentativa de divulgação pessoal.
A condenação da primeira instância é de 1994. O valor cobrado no processo bate atualmente R$ 417.103.110,96 – considerando juros e correção monetária.


