O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que o governo federal vê com preocupação o motim de policiais militares no Ceará, considerado ilegal pelo ex-juiz, mas destacou que não se pode tratar o amotinado, “de maneira nenhuma como um criminoso”. A Justiça decretou a prisão preventiva de 43 PMs em batalhões do Estado.
“O governo federal vê com preocupação a paralisação que é ilegal da Polícia Militar do Estado. Claro que o policial tem que ser valorizado, claro que o policial não pode ser tratado de maneira nenhuma como um criminoso. O que ele quer é cumprir a lei e não violar a lei, mas de fato essa paralisação é ilegal, é proibida pela Constituição. O STF (Supremo Tribunal Federal) já decidiu isso”, disse o ministro em Foz do Iguaçu, no Paraná. O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), por sua vez, já classificou o movimento como criminoso.
O governo federal renovou por mais uma semana, até o dia 6, o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará. Antes da prorrogação, governadores de ao menos seis Estados se mobilizavam para enviar policiais militares de suas tropas para reforçar a segurança no Ceará, caso o presidente Jair Bolsonaro não mantivesse soldados por lá. São 2,5 mil homens do Exército e 300 agentes da Força Nacional nas ruas da capital, Fortaleza, e interior.
Na segunda-feira passada, 24, Moro viajou a Fortaleza para acompanhar a operação. Na ocasião, o ministro afirmou que a situação estava sob controle. Desde que os motins se iniciaram, no entanto, houve um aumento no número de crimes violentos em todo o Estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, foram registradas 219 mortes, entre 19 e 26 de fevereiro.
O Ministério da Saúde atualizou os números da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (IVIS) e registrou que subiu de 207 para 252 casos suspeitos do novo coronavírus no Brasil. Os casos confirmados da doença continuam sendo os dois já informados, no Estado de São Paulo, de pacientes que voltaram de viagem à Itália. Segundo os dados da Plataforma IVIS, outros 89 casos foram descartados.
Mais cedo, o ministério havia informado que os números só seriam atualizados nesta segunda-feira, às 16h, em razão da mudança no fluxo dos dados dos casos registrados no País. No entanto, a Plataforma IVS foi atualizada às 15h05 deste domingo.
São Paulo continua sendo o Estado com maior número de casos suspeitos, 136 pelo boletim atualizado. Em seguida, Rio Grande do Sul, com 27, e Rio de Janeiro, com 19.

