Uma Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), coordenada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), ao Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande, nesta segunda-feira (16), constatou a falta de projeto e alvará contra incêndio e pânico para a unidade hospitalar. Ação que visa examinar a estrutura física, reforma e os leitos da unidade hospitalar, também averiguado um déficit de profissionais de enfermagem e sobrecarga de serviço.
“Já conhecemos a estrutura interior da unidade hospitalar, que atualmente está passando por um processo de reforma, sem prejudicar o atendimento à população, ou seja, não corre o risco de fechamento do hospital. Já fiscalizamos anteriormente o Pronto Socorro de Várzea e nos deparamos com situações críticas, diferentes das atuais. O objetivo principal da FPI foi avaliar o andamento da obra de reforma do local”, disse o coordenador da FPI do Crea-MT, Reynaldo Magalhães.
Foi informado, pela direção do hospital ao Crea, que ainda faltam cerca de 20% para a conclusão da reforma e adequação das dependências e um dos blocos, local que inclui banco de sangue, box infantil e laboratório. A previsão é de conclusão em até três meses.
Por parte do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM/MT), que participou da fiscalização, foi constatado que não há projeto e alvará contra incêndio e pânico na unidade hospitalar. “A direção do PSM /VG deverá entrar em contato com a corporação para regular essa situação no prazo de 60 dias”, disse o sargento Paz do CBM/MT.
Flaviana Pinheiro, coordenadora do Departamento de Gestão do Exercício Profissional do Coren (Conselho Regional de Enfermagem), comentou que em janeiro deste ano já havia sido verificada várias irregularidades que ainda permanecem no hospital.
“Uma das mais agravantes é o dimensionamento da equipe de enfermagem, que dá diretrizes para que todas as outras coisas aconteçam de forma correta. Temos um déficit considerável de enfermeiros e técnicos no quadro da unidade hospitalar, que na maioria das vezes, acaba sobrecarregando o serviço. Essa sobrecarga pode trazer riscos na assistência. Entre outras medidas, o Coren-MT vai solicitar ao Ministério Público ação para regularizar a quantidade de profissionais da área de enfermagem no Pronto Socorro”, afirmou Flávia.
Também foram fiscalizados, por outros conselhos, setores como o ambiente de trabalho de terapeutas e fisioterapeutas, setor de enfermaria e Unidades de Terapia Intensiva.
O Circuito Mato Grosso aguarda posição da Prefeitura de Cuiabá sobre o caso.



